21/07/2020

Afinal, o método induz à aprendizagem?

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21/07/2020 - Por: Cesário Leonel

Aqui, no Brasil, as Metodologias Ativas de Aprendizagem, como Aprendizagem Baseada em Projetos ou Problemas (ABP), estão sendo adotadas por instituições públicas e privadas de ensino, de todos os níveis, pois na medida em que avançam as novas tecnologias (sejam elas de informação ou produção) têm-se a expectativa de que os jovens de agora sejam considerados “digitais” e que não lhes cabem mais as aulas tradicionais de matéria passada a limpo nas lousas das salas de aula.

Desse modo, essas “novas” metodologias fazem sucesso entre os profissionais da área que se empenham em participar de cursos de aperfeiçoamento e em produzir material ilustrando suas realizações e resultados, aparentemente, positivos e relevantes. Aqui, também no Brasil, mas no meu mundo particular, revisitando minhas quase quatro décadas de experiências como docente no ensino superior, venho questionar esses métodos lançando um desafio aos profissionais da área da educação a refletir sobre: como é que nossos alunos, sejam eles digitais ou não, aprendem de fato? Seriam essas metodologias as “salvadoras da Pátria”?

A questão que se coloca é: se a Humanidade conseguiu desenvolver as Ciências ao nível que se encontra hoje, absolutamente, sem nenhuma metodologia “mirabolante” então, porque é que se acredita tanto que as metodologias são mais importantes do que o espírito investigativo do próprio ser humano que lhe confere a motivação para a aprendizagem significativa? Os profissionais da área educacional têm, no livro Universidade contemporânea: novas estruturas educacionais para ensinar novas maneiras de aprender, bons motivos para levantar questionamentos de como é que seus alunos aprendem de forma significativa.

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