26/08/2020

Conheça o livro: A formação do administrador: desvelando uma aproximação necessária entre formação acadêmica e formação humana

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30/06/2020 - Por: Claudemir Inacio dos Santos

Há diferença entre administrador e gestor? E entre gerente e executivo? E entre diretor e superintendente? Esses termos são sinônimos?

Essas perguntas são mais comuns do que se possa imaginar. E para respondê-las, vamos chamar atenção para dois aspectos. Primeiro, deve-se distinguir o trabalho gerencial e o nome utilizado para denominar cargos em uma organização, já que cada organização adota uma nomenclatura. Em função disso, que é o segundo aspecto, o nosso foco é o trabalho que a pessoa faz e não o nome do cargo que ela ocupa.

Com foco no trabalho e não no nome do cargo, pode-se dizer que gerente é a pessoa que é responsável por uma organização, ou por uma de suas unidades, ou por uma de suas subunidades, independentemente do nome do cargo.

Então, o que faz um gerente? O trabalho gerencial visa à sobrevivência e ao desenvolvimento de uma organização. Para isso, o gerente toma decisões, e estas ocorrem em um ambiente em rápidas transformações econômicas, sociais e tecnológicas. Por isso, o trabalho do gerente é caracterizado pela complexidade, multidimensionalidade, brevidade, fragmentação, variedade, descontinuidade.

E como é a formação de um gerente para atender à complexidade desse trabalho? No Brasil, a origem dos cursos para formação gerencial está relacionada à Revolução de 1930, quando um conjunto de mudanças políticas, sociais e econômicas marcou o início do chamado ciclo do desenvolvimentismo. O slogan “Cinquenta anos em cinco”, do governo Juscelino Kubitschek (1956-1960), reproduz o significado da ideia desenvolvimentista, que inspirou o “milagre brasileiro” dos anos 1970 e que continua vigente até os dias atuais.

Esse ciclo está alicerçado na industrialização e na importação de tecnologias complexas, seja na área operacional, seja na área organizativa. Uma das consequências do desenvolvimentismo foi a rápida expansão do ensino superior, em especial o ensino de Administração. Para essa expansão, optou-se por um modelo pedagógico instrucional, que enfatiza a cognição e releva a segundo plano as demais dimensões humanas. O modelo instrucional tem se mostrado insuficiente para atender à complexidade do trabalho gerencial.

Para saber mais sobre essa temática, conheça a obra A formação do administrador: desvelando uma aproximação necessária entre formação acadêmica e formação humana, de Claudemir Inacio dos Santos. O autor questiona a adoção do modelo pedagógico instrucional, a massificação do ensino, a desvinculação entre o mundo acadêmico e o mundo das organizações e propõe uma formação gerencial que aproxime concomitantemente a formação acadêmica e a formação humana.