31/08/2020

Relacionamentos afetivo-sexuais de mulheres aprisionadas

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31/08/2020 - Por: Ana Cristina Costa Figueiredo

A situação vivenciada pelas mulheres encarceradas no Brasil é bastante complexa e suas vidas são permeadas por múltiplas violências antes, durante e após a reclusão. A desigualdade de gênero presente em toda a sociedade é intensificada nas prisões, onde suas necessidades são simplesmente desconsideradas. As dificuldades enfrentadas por elas para a manutenção dos relacionamentos afetivo-sexuais, sobretudo, têm permanecido invisibilizadas, como se o amor e a sexualidade no cárcere não tivessem relevância.

Entretanto, conforme discutido por John Bowlby, formulador da Teoria do Apego, amar e ser amado é uma das maiores aspirações humanas. Como todos nós, as mulheres que se encontram atrás das grades sonham ter a possibilidade de criar ou manter vínculos afetivos e sexuais com parceiros(as) amorosos(as). Embora algumas tenham seus relacionamentos até mesmo fortalecidos após a reclusão, muitas enfrentam o abandono e os obstáculos institucionais que impedem-nas recorrentemente de manterem laços nas prisões. Ainda que repetidamente frustradas, elas permanecem buscando serem saciadas daquilo que têm mais fome: o amor.

Você quer saber mais sobre a realidade vivenciada pelas mulheres aprisionadas, suas dores, amores e (des)amores? Para isso, conheça a obra Amor entre as grades: relacionamentos afetivo-sexuais de mulheres em presídios mistos.


 

Sobre a autora: Pós-doutoranda em Psicologia (UPorto); doutora em Psicologia (PUC-MG/UMinho); mestra em Psicologia Clínica (PUC-SP); especialista em Terapia de Casal e Família (PUC-MG).