23/09/2020

O estímulo e o incentivo para autonomia na aprendizagem dos alunos no contexto da sala de aula de Matemática

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  23/09/20: Por José Erildo Lopes Junior     

            O mundo contemporâneo tem exigido, cada vez mais, criatividade do contexto educacional, visto que em meio a uma geração cada vez mais curiosa e questionadora abordar uma temática por meio de uma metodologia convencional pode não despertar o interesse em muitos alunos. Com um público cada vez mais exigente e que facilmente se distrai, é fundamental que o professor esteja em sintonia com as mais variadas práticas para motivar os estudantes em sala de aula. Insistir no modelo convencional pode favorecer o aumento na indisciplina e falta de estímulo para as aulas de Matemática.

            Entretanto, é preciso deixar claro que as práticas tradicionais não estão obsoletas, porém só ela, unanimemente o ano todo, carece de uma dinâmica que fuja do previsível ou convencional. Cada vez mais nossos alunos gostam de ser surpreendidos, desafiados e clamam por práticas, principalmente em Matemática, que explorando o raciocínio tenham alguma aplicabilidade com o cotidiano. O ideal é tentar introduzir cada temática nova com propostas diferenciadas, sejam mediante jogos, tecnologias, resolução de problemas, história da Matemática, por exemplo.

            Para tanto, é fundamental que os educadores tenham disponibilidade de tempo e acesso a essas propostas, por meio de cursos de atualização constante, para que não as apliquem de forma superficial. Ao abordarem história da Matemática, que não se limitem a falar da biografia do autor ou datas, mas como surgiu o conteúdo específico e qual sua trajetória de mudança e desenvolvimento até a atualidade, fazendo-os perceber que a história se faz presente em todas as ciências, pois ela é o registro das ações, criações e invenções do ser humano.

            Ao fazerem uso das tecnologias, que não as usem apenas para passar um filme ou de forma vaga, mas que tenham uma proposta pedagógica, que permitam uma reflexão acerca do contexto trabalhado e discutido, que os possibilitem compreender por meio das cenas o que elas queriam dizer além da utilização dos aplicativos matemáticos dinâmicos ofertados e de fácil acesso. De forma planejada, permite ao professor a oportunidade de possibilitar aos alunos novas formas de construção dos conceitos e estabelecimento de relações sobre determinados conteúdos.

            Ao utilizarem a resolução de problemas, que estes abordem raciocínio lógico, estabeleça conexões com várias temáticas, desafiem os alunos a criar estratégias de cálculo, sejam estimulados a estabelecer uma sequência para a resolução, buscando relações dos conteúdos com o contexto e práticas dos indivíduos sem treinar alunos para repetir conceitos, fórmulas prontas ou armazenar termos sem conseguir estabelecer associação a alguma realidade.

            Por tudo isso, a teoria nos ajuda a ler a realidade e a buscar modificá-la, mas não é um modelo a ser seguido fielmente. Todo o resto depende do professor, dos grupos de alunos, da instituição. Então, cabe ao professor estimular a autonomia dos alunos, mediante um diálogo fecundo, criando estratégias para chegar a todos.

Acesse a obra do autor: Frações em Resoluções de Problemas para a EJA: Ampliando o Leque de Atividades 


 

José Erildo Lopes Junior Doutorando em Educação em Ciências e Matemáticas pela Universidade Federal do Pará (UFPA), mestre em Educação e Docência na linha de Educação Matemática pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pós-graduado (lato sensu) em Educação Matemática para o ensino fundamental (anos finais) e ensino médio pelo Instituto Kennedy IFESP/RN (2009), pós-graduado (lato sensu) em Metodologia do Ensino da Matemática pela Universidade Gama Filho (2009) e em Psicopedagogia Institucional pala Universidade Castelo Branco – UCB (2007). Graduado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2004). Tem interesse pelas áreas: Cultura, Etnomatemática, Ensino e Aprendizagem da Matemática, Prática Pedagógica, Formação Docente.