05/11/2020

Conheça o livro: Batucan(do) na Escola: Musicalização e Cultura pelas Práticas Percussivas

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05/11/2020 - Lidonildo Costa Pereira 

Quem nunca se deparou percutindo numa mesa de bar o ritmo pulsante de uma determinada canção? Ou simplesmente fez de qualquer objeto ao seu redor um instrumento percussivo? Pois bem, isso só comprova que um simples “Batucar” se torna uma resposta quase que involuntária de nosso próprio organismo reagindo, muitas vezes, de forma inconsciente e imperceptível quando exposto a uma música envolvente.

O batuque está tão enraizado em nossas veias artísticas que podemos pensá-lo como uma importante prática hereditária - proveniente das reminiscências afro-brasileiras aqui fincadas. Nisso, torna-se hoje um dos principais cartões de visitas musicais de nosso país, colaborando, inclusive, para que nossa cultura tão multifacetada seja reconhecida e estudada por outros países.

 A arte de batucar, ou melhor, a prática percussiva, traz atrelada à sua essência diversas formas de manifestações artísticas com tradições, costumes, influências, misticidades e sonoridades diferentes, podendo encontrar-se tanto na cultura popular, quanto na cultura erudita, tanto na música da massa, quanto na música clássica. Mas vale ressaltar: sua utilização nessas distintas esferas culturais se dá justamente pelo poder impactante da sonorização dos tambores - os quais retumbam, reverberam e potencializam qualquer composição ou espetáculo, dando alma e sentido para o intérprete e para o espectador.   

Mas engana-se quem pensa que a percussão trata-se apenas de uma classe composta por instrumentos de pele como os tambores. Na verdade, incluem-se nessa categoria outros instrumentos percussivos diferenciados, como os de agitação, os de raspagem, os de vibração e ainda aqueles que pertencem às orquestras sinfônicas, como os tímpanos e os xilofones.        

O certo é que, seja na cultura erudita, com sua forma musical sistematizada, culta e clássica; seja na cultura das camadas populares, com suas amplas manifestações, tradições e costumes, a percussão vem se destacando e conquistando um espaço de legitimidade em todos os estilos musicais conhecidos, o que denota sua importância para o enriquecimento artístico dessas duas formas de cultura. 

Ademais, percutir um instrumento, um objeto ou até mesmo as pernas, seguindo um determinado ritmo, proporciona uma melhora nos aspectos motores e psicossomáticos de qualquer indivíduo, pois entram em jogo durante essa ação processos cognitivos de reação e raciocínio, que exercitam, estimulam e desenvolvem o próprio corpo.

Para você, leitor(a), que se interessou ainda mais sobre essa temática, convidamo-lo a conhecer o livro Batucan(do) na Escola, do autor Lidonildo Costa, que apresenta de forma inteligente as potencialidades da atividade percussiva, assim como suas competências e habilidades que emergem durante uma prática em conjunto.    


Lidonildo Costa é graduado com licenciatura plena em Biologia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Tem experiência na área do ensino geral de Biologia. Possui especialização em Psicopedagogia Institucional pelo Instituto Superior de Teologia Aplicada (INTA). Obteve título de mestre junto ao programa de Mestrado Profissional em Artes (Prof-Artes) ofertado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em consonância com a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) no ano de 2018. Atua como professor efetivo da rede pública de ensino da cidade de Cruz-CE. Professor e regente do grupo de música percussiva “Batucan”. Atualmente coordena o projeto: “Sons dos Batuques” - da Secretaria de Educação e Cultura de Cruz-CE. É multi-instrumentista e pesquisador de processos formativos na área do ensino musical percussivo. Escritor e autor do livro: Batucan(do) na Escola: Musicalização e Cultura pelas práticas percussivas.