25/02/2021

Uma viagem para dentro da alma

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25/02/2021 - Juliane Silvestri Beltrame

Como você gerencia o seu tempo? Todos sabem que o dia é o período de tempo que corresponde a uma volta completa da Terra sobre seu eixo, constituído por 24 horas. Essas horas podem ser bem ou mal aproveitadas. A propósito, como muito bem esclareceu Léon Denis: “A vontade é a maior de todas as potências; é, em sua ação, comparável ao imã”. A diferença reside no que cada um faz do tempo de que dispõe. Muitos o aproveitam, outros desperdiçam, usando seu livre-arbítrio.

O controle dos ciclos pertence ao Criador, de forma que o tempo é um empréstimo divino para que utilizemos desse recurso-dádiva divina em busca da nossa evolução moral, pois “… tudo se encadeia na natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo”, conforme o Livro dos espíritos, questão 540.

Portanto, o tempo para evoluir é infinito, incompreensível para nosso espírito limitado. Sendo assim, não existem limites para o conhecimento, logo, existe uma dimensão atemporal no ser humano, e temos o dever não desenfreado de evoluir. Como o tempo no corpo físico é limitado, cada encarnação é uma obra-prima e não podemos desperdiçá-lo; necessitamos aceitar a consciência do compromisso.

É chegada a hora de se autoconhecer, de se autoajudar, de burilar os pensamentos e as atitudes para se autoiluminar. Ainda é tempo, de maneira que no futuro não te lamentes, arrependendo-se das ações do passado, pois tempo é riqueza em suas mãos e não volta jamais. Temos que praticar diariamente até se tornar um hábito.

Toda vivência edificante alcança melhores conhecimentos, e o importante não é viver pouco ou muito, mas viver bem no tempo que lhe for permitido, esforçando-te por se libertar das algemas dos conflitos existenciais.

Aprimorar-se sempre, começar a abrir as sombras internas sem duvidar, separando a água do sal e não se iludir com os bens terrenos emaranhados na enfibratura carnal, fazendo renascer a paz, o autoamor, ensinamentos estes advindos do mestre Jesus.

A roda do tempo é inexorável, a ascensão é o caminho, quer você queira ou não, quer você acredite ou não.

Temos como exemplo a Madre Abadessa, das Religiosas reformadoras de Nossa Senhora da Conceição, Sóror Joana Angélica de Jesus, que morreu em fevereiro de 1822 durante o combate entre as tropas brasileiras e as tropas portuguesas sob o comando do General Madeira, nos acontecimentos pós “Sete de Setembro”, logo depois do dia do “Fico”, do Príncipe Dom Pedro, passando para a História como heroína da Independência do Brasil, ao proteger as Franciscanas de violação, no momento da invasão dos soldados embriagados, com seu ato de coragem, misericórdia, sabedoria e entendimento, assim como desempenhou quando foi Joana de Cusa no século I e Clara de Assis em 1194, na cidade Italiana de Assis.

Nunca houve tanta necessidade de amor na terra como agora. Tenha coragem de se iluminar, de vivenciar a expressão: conhecer a si mesmo, não olvides, o caminho é árduo, mas Jesus te espera de braços abertos ao fim da luta abençoada. Dissolva os medos, limpe as amarguras, a sombra espessa, compreenda o que é transitório e o que é permanente. O bem só é bom para quem o pratica.

A noite escura da alma é crepúsculo luminoso do triunfo, conforme expressão paulina, uma carta viva do Evangelho. Para saber mais sobre o tema, conheça a obra No cantinho da consciência, da autora Juliane Silvestri Beltrame.


Juliane Silvestri Beltrame é advogada, especialista na área da família. Faz resenhas literárias on-line no Instagram, é pecuarista e apoia o agronegócio feminino.