27/04/2021

Relacionamentos amorosos de mulheres aprisionadas

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26/04/2021 -  Ana Cristina Costa Figueiredo

            Conforme discutido por John Bowlby, formulador da Teoria do Apego, somos seres relacionais, ou seja, amar e ser amado é uma aspiração humana. As mulheres encarceradas almejam ser saciadas daquilo que têm fome: o amor. Todavia, como receber afeto, carinho ou cuidado quando os muros e as administrações prisionais impossibilitam as trocas relacionais?

A situação vivenciada pelas mulheres aprisionadas no Brasil é bastante complexa, marcada pela desigualdade de gênero e múltiplas violências. Em meio às inúmeras dificuldades presentes, a manutenção dos laços afetivos e sexuais no cárcere é quase uma utopia, tendo em vista o abandono recorrente dos seus parceiros e os obstáculos institucionais para a manutenção dos relacionamentos afetivo-sexuais.

            Ainda assim, são utilizadas estratégias para que as barreiras sejam rompidas, como a troca de olhares entre as pessoas aprisionadas e o envio de cartas e bilhetes proibidos. Em outros casos, a dor da perda permeia a vivência prisional, restando apenas as lembranças e o sonho da concretização das idealizações amorosas após a conquista da liberdade.

Você quer saber mais sobre a realidade vivenciada pelas mulheres no cárcere, suas dores, paixões, desejos, amores e (des)amores? Para isso, conheça a obra Paixões Aprisionadas: Histórias de Amor Vivenciadas por Mulheres no Cárcere.


 

Ana Cristina Costa Figueiredo: Pós-doutoranda em Psicologia (UPorto); doutora em Psicologia (PUC-MG/UMinho); mestra em Psicologia Clínica (PUC-SP); especialista em Terapia de Casal e Família (PUC-MG); e psicóloga (PUC-MG/STAC-NY).