18/06/2021

“Tamo junto” em uma viagem pelo interior da escola e seus conflitos

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15/06/2021 -  Patrícia Guimarães Gil. 

A violência e os conflitos escolares são temas que atordoam pais, alunos, professores e gestores da educação, em especial da escola pública. Em tempos de pandemia, a saudade do ambiente escolar e a urgência em recuperar o tempo perdido fora das salas de aula parecem deixar de lado aqueles temores tão presentes no cotidiano em outros tempos. Mas é exatamente quando se começam a discutir as possibilidades do pleno retorno às atividades presenciais, num contexto quase idílico de vacinação em massa (em 2022?), que o assunto das violências escolares precisam voltar à pauta.

Como a comunidade escolar está se preparando para receber novamente os mesmos conflitos de antes (porque eles certamente reaparecerão)?O que pode estar na mente e na expectativa dos estudantes, especialmente os que, muito provavelmente, não conseguiram atenuar o mal-estar sofrido pelas desigualdades e injustiças que vivem diariamente (dentro e fora da escola)?
A predisposição para ouvir esses jovens é o primeiro passo para se preparar uma escola que, após tanto tempo de portas fechadas, poderá (quiçá!) repensar as possibilidades de dar-lhes espaço para falar.
Em uma escola pública de ensino médio integral em São Paulo, uma experiência marcante de escuta envolveu quase uma centena de adolescentes entre 14 e 17 anos. Pela primeira vez, em uma série de “encontros argumentativos”, eles soltaram a voz para contar sobre aqueles conflitos que podem agora voltar a assustá-los.


A partir de técnicas e estratégias de mediação transformativa, a jornalista e doutora em Ciências da Comunicação pela USP, Patrícia Guimarães Gil, registrou os momentos mais significativos da experiência com esses estudantes. Essa é a história que ela conta em “Tamo junto – O Argumento Estudantil e sua Gramática em uma Arena de Conflitos”, livro lançado pela Appris em maio deste ano.

Os relatos e as propostas sobre como a comunicação pode transformar a vida escolar dos adolescentes chegam no momento certo. Como escreve o professor titular sênior Ismar de Oliveira Soares (USP), que assina o prefácio, a obra leva-nos a uma viagem pelo interior da escola, onde tudo é comunicação. Acima de tudo, a autora faz ecoar um manifesto em nome dos estudantes, colocando-se ao lado deles, em um processo de demanda por direitos e reconhecimentos.

Acesse a obra da autora neste link. 


 

 

 

 

Patrícia Guimarães Gil é jornalista, doutora e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. É ainda especialista em Tecnologias da Comunicação e Educação e mestre em Políticas Públicas e Governança pela Universidade de New South Wales (Austrália), onde também realizou estágio doutoral.