09/12/2021

Publicação: comunico, logo escuto. Será!?

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09/12/2021 -  Érico Annes

Em qualquer lugar onde se tenha um ser vivente, há a necessidade de se comunicar consigo e com os demais. Mas nessa rede de interdependência, as pessoas podem se perguntar: será que eu me comunico adequadamente? E a minha escuta, como estará?

Certa vez fiz um curso de Comunicação Criativa com Marcelo Tas, que destacou que a comunicação não é somente aquilo que eu externo (pela fala, por gesto ou por texto), mas o que a(s) outra(s) parte(s) compreendem. E isso é via de mão dupla para que eu consiga escutar e entender o que as pessoas querem de mim.

De acordo com Falconi (2014), o atingimento de metas sob nossas responsabilidades demanda conhecimento, e sua aplicação se dá por meio da habilidade. Habilidade esta que pode ser provocada por meio de desafios, que resultam em competitividade e empregabilidade para as pessoas. O Professor Falconi também destaca que quanto maiores e mais diversificadas forem as habilidades de um indivíduo, maior será sua empregabilidade. Ou seja, a sua manutenção e permanência no mercado de trabalho. E a aquisição de conhecimento para apoiar a aplicação de habilidades se dá por meio das “fontes de conhecimento”.

Nesse cenário de conhecimento, Richard Elmore (2016 apud FERNANDES, ARBACHE et al., 2018) apresenta cinco fatores que estão transformando a aprendizagem na atualidade. São eles:

  • Conteúdo em todo lugar: sai a biblioteca física e entra a internet;
  • Professores em todo lugar: eventos on-line, ampliando a distribuição de conhecimento pela sociedade;
  • Aprendizado individualizado: conhecimentos prévios, experiências, expectativas, motivações, estilos, podendo criar ambientes personalizados de aprendizagem;
  • Redes com sala de aula: rede de aprendizagem com pessoas de interesses comuns e diferentes níveis de conhecimento, compartilhando seus conhecimentos e experiências;
  • Aprendizado em todo lugar: reúne as características dos quatro anteriores, mas passa a ocorrer mais fortemente em ambientes não formais (comunidades, repositórios na internet e intranet) e locais de trabalho.

Entretanto, as “fontes de conhecimento” serão insuficientes se você não praticar. Nesse sentido, Jennings, Arets e Heijnen (2016 apud FERNANDES, ARBACHE et al., 2018) têm disseminado um modelo conhecido como “70-20-10”.

Fonte: adaptado de Jennings, Arets e Heijnem (2016 apud FERNANDES, ARBACHE et al., 2018)

Algo importante a ser compartilhado é que a prática (70%) não necessariamente precisa ter um ritmo acelerado. Como estamos aqui abordando os temas da comunicação e escuta, sua prática seguirá o ritmo que você definir, desde que se processe, compreenda e apreenda o desejo de cada pessoa que você se relacione e que precise de algum apoio seu. É se permitir experenciar cada situação.

Sim, mas como eu devo melhorar a minha comunicação e escuta?

Sinceramente, não busque uma fórmula. Mas se quer começar, se permita observar suas atuais percepções comunicativas e de escuta. Se dê a liberdade de parar e observar em ti as aptidões e as ações que podem ser realizadas por você para a melhoria contínua das suas habilidades. Muitas vezes buscamos uma resposta fora de nós, mas só nós podemos responder por nossas percepções e interpretações. Trabalhar a comunicação e a escuta é algo visto em cursos e métodos, mas, no final, você vai definir o seu formato, e é aí onde mora a riqueza desse resultado. Como citei do Professor Falconi: “habilidades aumentam as chances de empregabilidade...”

Referências:

FALCONI, Vicente. O valor dos recursos humanos na era do conhecimento. 8. ed. Nova Lima: Falconi Editora, 2014. 80 p.

FERNANDES, Marcelo Porto; ARBACHE, Ana Paula et al. Recursos humanos: transformando pela gestão. Capacitação, gestão do conhecimento e novas tecnologias de aprendizagem. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2018. 420p.

ARETS, J.; JENNINGS, C.; HEIJNEN, V. Capacitação, gestão do conhecimento e novas tecnologias de aprendizagem. In: FERNANDES, Marcelo Porto; ARBACHE, Ana Paula et al. Recursos humanos: transformando pela gestão. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2018. 420p.