11/01/2022

O Gosto por Aprender e Ensinar

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11/01/2022 - Raquel Marmentini – Autora do livro O Gosto por Aprender e Ensinar (Editora Appris, 2021).

   Os trabalhos apresentados na obra O gosto por aprender e ensinar mostram a trajetória acadêmica da autora, desde a graduação até o mestrado. É possível perceber nas abordagens teórico-metodológicas da autora, no lugar de sua fala e nos objetos de estudo, as tendências descritas na BNCC para este século, segundo o MEC. Para demonstrar o caminho percorrido e os desafios enfrentados foram incluídos textos da vivência profissional.
Por que isso? Porque a sociedade contemporânea impõe um outro olhar no que se refere à educação, levando em consideração o que (e para que) aprender e o como ensinar e avaliar o aprendizado.
   O objetivo da BNCC é garantir a formação integral dos indivíduos a partir de algumas competências que dizem respeito a formar cidadãos mais críticos, com capacidades diversas, do tipo: aprender a aprender, resolver problemas, autonomia para tomada de decisões, capazes de trabalhar em equipe, respeitar o outro, o pluralismo de ideias, que tenham a capacidade de argumentar e defender seu ponto de vista.
Para o século XXI a proposta é formação de cidadãos críticos, criativos, participativos e responsáveis, capazes de se comunicar, lidar com as próprias emoções e propor soluções para problemas e desafios. Dentre as 10 competências que serviram de referência para estruturação de toda a Base, desde a Educação Infantil até o fim do Ensino Médio, destaco a seguir quatro delas:
   1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva;
   3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
   5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
   6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
   As competências gerais da BNCC previstas na nova versão da Base são consideradas fundamentais para os estudantes. Se é importante para os estudantes, os envolvidos no campo da educação precisam estar atentos, estudar, analisar, refletir e colocar em prática nas escolas.
   Mais um tema importante para o campo da educação é a formação de professores que atuam na educação básica. Nos artigos 62 e 63 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB (Lei n.º 9.394/1996), há a garantia da formação de professores em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação. Outro documento assegura que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior é a Lei n.º 13.005, de 25 de junho de 2014, que aprovou o Plano Nacional de Educação – PNE.
   Além dos documentos citados que buscam atender as demandas da sociedade atual, é preciso ir além. Se o objetivo deste século é a formação de cidadãos críticos, criativos, participativos e responsáveis, capazes de se comunicar, lidar com as próprias emoções e propor soluções para problemas e desafios, todos que atuam na educação precisam se atualizar.
   Assim como a BNCC propõe as competências para desenvolver capacidades diversas em estudantes da educação básica, os profissionais da educação precisam entrar no mesmo movimento. Precisam de cursos atualizados, da graduação (licenciaturas) ao doutorado e à formação continuada. Para que isso aconteça, os professores precisam ser valorizados e motivados a buscar o autodesenvolvimento profissional.