20/05/2022

Despertar o Interesse por Ciência

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20/01/2022 - Por: Ises de Almeida Abrahamsohn autora de A Ciência que nos Rodeia: Contos Sobre Ciência e Tecnologia para Jovens Curiosos

Vamos sepultar de vez a imagem estereotipada do cientista solitário com cara de louco que de vez em quando exclama “Eureka”. Cada vez mais vemos na mídia os cientistas como realmente são: pessoas que trabalham em grupos nas universidades, centros de pesquisa e na indústria. O que produzem? Novos conhecimentos em todas as áreas. É esse conhecimento que propulsiona os progressos que permitem a nossa existência presente e futura no planeta. A pujança econômica dos países pode ser diretamente correlacionada aos incentivos para a ciência e para a formação de pessoas capacitadas a desenvolverem pesquisa científica. Países que só importam tecnologia têm poucas chances de melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. É por isso que países como Estados Unidos, China, Japão, Coreia e Alemanha investem tanto na educação de crianças e jovens para a ciência. Desde cedo as crianças são estimuladas a explorar o seu entorno, o que significa entender como funcionam as habitações, os meios de transporte, como são produzidos os alimentos, quais são os cuidados necessários com o meio ambiente e com a própria saúde. O ensino de ciência torna-se prazeroso se conectado à realidade do aluno e se há estímulo à criatividade. É importante despertar a curiosidade. Ser curioso e perguntador são qualidades de um futuro cientista. Os professores e pais são os estimuladores principais do interesse por ciência. Experimentos ilustrativos, conteúdos da internet, livros sobre ciência em linguagem acessível aos jovens e ficção instigante são as ferramentas. No Brasil, tem-se observado interesse crescente nos últimos anos por publicações relacionadas à ciência. O Brasil precisa apostar e investir nos jovens para formar cientistas e desenvolver a busca por conhecimento, inovação e tecnologia em todas as áreas.


Ises de Almeida Abrahamsohn é médica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Após a graduação desenvolveu pesquisa em Imunologia na Universidade da Pensilvânia. Voltando ao Brasil, direcionou sua pesquisa para o estudo da Imunologia de Doenças Tropicais e atuou na USP por 35 anos nessa área com estágios na Europa e nos Estados Unidos. É professora titular aposentada da USP. Orientou muitos alunos de pós-graduação, agora exercendo ensino e pesquisa em universidades no Brasil e em universidades e empresas nos Estados Unidos. Atualmente trabalha como consultora para redação científica e escreve ficção baseada em temas científicos. Acaba de lançar o livro A ciência que nos rodeia pela Editora Artêra/Appris, coletânea de contos de ficção baseados em temas científicos voltada para jovens curiosos de todas as idades.