12/11/2019

As tecnologias e sua relevância no cenário educacional

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12/11/2019 - Por: André Geraldo Cursino

 

A presença das tecnologias na sociedade atual é uma realidade em constante evolução. Adaptadas frequentemente ao uso doméstico, comercial e ao lazer, as tecnologias trazem consigo novas linguagens, pensamentos, expressões e conhecimentos que exigem do indivíduo uma adaptação constante para se adequar a esse novo contexto social.

Diferente das gerações passadas, as crianças atuais estão cada vez mais expostas a essas tecnologias e possuem maior receptividade e interesse no aprendizado dessas ferramentas. Consideradas nativas digitais, adaptam-se facilmente às tecnologias, e com poucos toques na tela conseguem acessar facilmente os aplicativos antes mesmo de serem oficialmente alfabetizadas. Nessa perspectiva, adquirem um conhecimento prévio de acesso às tecnologias que pode favorecer sua aprendizagem quando também estimuladas no ambiente escolar.

Essa atitude ativa do aluno em relação à sua aprendizagem o torna confiante na capacidade de produzir, de buscar soluções, de tomar decisões por si mesmo e, consequentemente, o aprendizado se faz com autonomia, desenvolvendo habilidades que anteriormente não possuía, como o saber pensar, criar, analisar e, o mais importante, aprender a apreender.

Quando a criança atinge a fase em que aprende a apreender, ela usará suas habilidades fora do ambiente escolar, aprimorando suas ideias, agindo com senso crítico e analisando as diversas informações que circulam na sociedade informatizada. Nesse contexto, o aluno passivo e desmotivado do ensino tradicional torna-se protagonista na busca do conhecimento.

Diante dessa realidade, as tecnologias devem adquirir maior relevância no cenário educacional, de modo a acompanhar esse novo paradigma social, potencializando mudanças significativas no modelo pedagógico, nas concepções de educação, na relação entre educador e educando, no desenvolvimento da colaboração, na aquisição de um senso crítico e de habilidades para se integrar à sociedade.

Contudo como transferir para a escola esse conhecimento prévio que já existe nos lares brasileiros, mas que se desenvolve sem um viés pedagógico? Como transformar as informações cada vez mais disponíveis e acessíveis em conhecimento?

O professor atual deve ser o responsável em redirecionar essa experiência do aluno para produzir conhecimento também em sua escola. Utilizando os recursos tecnológicos, o aluno do século XXI deve ter a oportunidade de participar ativamente do processo pedagógico, a partir de metodologias que permitam uma aprendizagem significativa e dialógica.

Em atividades desempenhadas no ambiente educacional, o educador deverá agir como observador atento e participativo, não para suprir as dúvidas ou ensinar como fazer, mas por meio de questionamentos, fazer o grupo refletir sobre suas ações, testar hipóteses, buscar soluções aos problemas e agir de forma colaborativa.

Uma educação que envolva as tecnologias deve proporcionar uma troca de experiências entre aluno/aluno, professor/aluno e também entre aluno/professor, uma vez que em se tratando de tecnologias, em muitos casos, os alunos possuem maior conhecimento que o próprio professor. A interação e o reconhecimento das habilidades dos alunos proporcionam uma troca saudável de experiências, ocasionando o aumento da autoestima do grupo.

Todavia o professor deve adquirir conhecimentos tecnológicos por meio de capacitações, pois o conhecimento pedagógico e a didática de trabalho ele já possui. Uma formação docente é imprescindível para que se estabeleçam condições suficientes para o processo de ensino-aprendizagem em um ambiente tecnológico.

Os investimentos em formação e capacitação docente são tão ou mais importantes que os investimentos na própria infraestrutura tecnológica, e contribuem não somente para a incorporação das ferramentas disponíveis nas atividades, mas também para o desenvolvimento de práticas transformadoras de ensino e aprendizagem.

Para saber mais sobre esse assunto, adquira o livro Tecnologias na educação: contribuições para uma aprendizagem significativa, publicado pela Editora Appris.

 


André Geraldo Cursino é mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Mídias na Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Graduado em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). Palestrante e professor do ensino fundamental I. Atuou como autor de Planos de Aula para a revista Nova Escola. Ocupou o cargo de vice-diretor, assessor pedagógico, assessor educacional de ensino superior e gestor de projetos e parcerias na Secretaria Municipal de Educação em Potim-SP. Tem como objetivo o gerenciamento e implantação de tecnologias na educação e formação docente. Possui experiência na área de Educação, Projetos Educacionais, Administração Escolar e Tecnologias, atuando principalmente nos seguintes temas: Educomunicação, Mídias na Educação e Formação Docente.