18/03/2020

Livro de divulgação científica aproxima Física do cotidiano e das emoções

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18/03/2020 

“Física sem Mistério” reúne 57 crônicas sobre como a disciplina nos ajuda a compreender o mundo em que vivemos

Aproximar a Ciência do público em geral e compartilhar conhecimentos, para que sejam apreciados como parte da nossa cultura e, também, estimulem os leitores à reflexão. Estes são os objetivos declarados do físico e professor universitário Adilson de Oliveira no recém-lançado “Física sem Mistério”, livro que reúne 57 das crônicas publicadas pelo autor mensalmente desde 2006 no site da revista Ciência Hoje.

A obra cumpre com maestria e criatividade o desafio a que se propôs. No site, o objetivo da coluna “Física sem Mistério” é apresentar de forma descomplicada temas ligados à Física e à Astronomia. Mas o livro vai além. A organização dos textos em capítulos temáticos confere novos sentidos aos textos e, além disso, a abordagem de um mesmo assunto a partir de diferentes pontos de vista vai, aos poucos, tornando mais compreensíveis temas antes complexos – ou misteriosos – demais.

Além disso, o autor aproxima a Física de diferentes audiências ao compará-la, por meio de analogias e metáforas, a diversos domínios da atividade humana, que vão da Literatura à Contabilidade, passando pelo Direito e pela Construção Civil. Dessa forma, constrói um panorama interdisciplinar que aproxima a Física do nosso cotidiano e, também, de reflexões e emoções que atingem a todos nós. Outra característica que diferencia o livro de Oliveira de obras semelhantes é a abordagem de conceitos e descobertas importantes, ou que despertam a curiosidade, juntamente com o processo e as práticas que permitiram essas descobertas, o que favorece a real democratização do acesso ao conhecimento científico.

O primeiro capítulo, intitulado “A construção da Física”, traz uma abordagem histórica da disciplina que evidencia seu caráter de construção humana e, também, questiona a ideia de verdade absoluta, detalhando a forma como a Ciência nos permite compreender melhor o mundo em que vivemos. Este é um olhar que ganha especial relevância em tempos de fake news, pseudociência e ataques ao conhecimento especializado, ao deixar claro o modo de funcionamento da Ciência e a origem do seu poder de compreensão e previsão.

No segundo capítulo, “Reflexões sobre a Física”, o autor parte de grandes questões filosóficas e existenciais, como a questão recorrente sobre de onde viemos e para onde vamos, para destacar a beleza revelada na investigação da Natureza. Em “Modelos como a Física”, as ferramentas e linguagens utilizadas, especialmente a Matemática, são desmistificadas, e “O interesse físico” trata dos desafios envolvidos na atividade de divulgação e, também, no ensino de Física.

Em seguida, um conjunto de capítulos agrupados sob o título “Olhares para o infinitamente grande” trata dos mistérios relacionados às escalas astronômicas, falando da escuridão da noite, de planetas, estrelas e constelações, abordando até mesmo princípios – e equívocos – da astrologia, em sua comparação com a Astronomia.

Outro conjunto de capítulos olha para o “infinitamente pequeno”, introduzindo os pressupostos por trás da Mecânica Quântica e da Teoria da Relatividade, até chegar à Nanociência e a à Nanotecnologia. Por fim, o último agrupamento, intitulado “Diferentes olhares para a Natureza”, traz conhecimentos e descobertas sobre tópicos específicos de grande interesse na atualidade, como o fluxo de informações, energia, a passagem do tempo – aparentemente mais rápida na sociedade em que vivemos – e viagens interestelares.

O livro “Física sem Mistério”, publicado pela Appris Editora, já pode ser encontrado online nas principais lojas do ramo. A obra também está disponível no formato de livro eletrônico.


 

 

Sobre o autor:

Adilson Jesus Aparecido de Oliveira é doutor em Ciências, Professor Titular do Departamento de Física (DF) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Pesquisador na área de Magnetismo, atua no Grupo de Supercondutividade e Magnetismo (GSM) do DF da UFSCar e, também, do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) e do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE), nos quais atua como coordenador de Difusão do Conhecimento, além de pesquisador. Fundou, em 2006, o Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI) da UFSCar, do qual é Coordenador Geral. Em 2019, foi o vencedor da primeira edição do Prêmio Ernesto Hamburger de Divulgação em Física, oferecido pela Sociedade Brasileira de Física.