19/03/2020

Lavoisier, o Pai da Química?

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19/03/2020 - Por: Lucas Peres Guimarães 

Quem nunca leu em um livro didático que Lavoisier é o Pai da Química? Uma abordagem que dá a impressão de que a ciência estudada é filha de alguém como se esse ser humano/cientista gerou o conhecimento como se fosse um filho! É assim que se estabeleceu uma relação paterna entre Lavoisier e a Química moderna.

Obviamente ninguém quer tirar a importância de Lavoisier para a Química, mas colocá-lo em um pedestal é um grande erro. Toda ciência é construída de forma coletiva, assim foi com o desenvolvimento da Química moderna; é uma construção feita por seres humanos. Lavoisier apoiou-se em muitos outros cientistas e o desenvolvimento da Química continuou após ele. Não podemos ser ingênuos em pensar que Lavoisier deixou tudo pronto e imutável, ela seguiu prosseguindo por meio de outros estudos.

A vida do cientista francês ia muito além de um laboratório para fazer reações químicas envolvendo a lei de conservação das massas. Lavoisier viveu em seu país entre 1743 e 1794; era amigo do rei e cobrador de impostos, esse era seu verdadeiro emprego. Cobrar impostos não o fazia querido na França, e além do mais, Lavoisier viveu na época da Revolução Francesa foi acusado de ser inimigo da República e teve a sua cabeça cortada. 

Ficou interessado no assunto? 

O livro Lavoisier na sala de aula: uma sequência didática envolvendo o cientista e a experimentação investigativa nasce a partir dos anseios de um professor de Educação Básica em ensinar Química. É fato que para quem está em sala de aula, essa não é uma tarefa fácil, principalmente em contextos escolares que conhecemos bem. O livro tem como principal objetivo auxiliar o professor de sala de aula a lançar um novo olhar sobre o ensino de Química, demonstrando, por meio de uma sequência didática, uma maneira de ensinar a lei de conservação das massas sem repetir uma lei que já está posta. Há três momentos nessa sequência didática em que o principal objetivo é usar a História da Química como fio condutor para a elaboração de hipóteses e o estímulo da criatividade, de modo a propiciar um ambiente de participação ativa dos alunos.