03/06/2020

Arteterapia e Parkinsonismo

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13/03/2020 - Por: Gilmar Alfredo Ribas

A arteterapia é o uso da arte e da criatividade como base de um processo terapêutico que utiliza linguagens da arte como a música, o teatro, a dança e as artes visuais: o desenho e as cores, a modelagem com argila, a contação de histórias, fantoches, escrita criativa, mandalas, fotografia entre outras técnicas.

Por meio da arte é promovida a ressignificação dos conflitos, promovendo a reorganização das próprias percepções, ampliando a conscientização do indivíduo sobre si e o mundo.

A prática da arteterapia vem se fortalecendo e ampliando suas atividades na área da Saúde e, desde 2017, foi incluída nas práticas complementares do Sistema Único de Saúde.

Um exemplo de aplicação prática refere-se às atividades de arteterapia realizadas na Associação Parkinson Paraná, com portadores de parkinsonismo.

A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico e progressivo causado pela degeneração das células situadas em uma região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem dopamina fundamental para o controle dos movimentos. A falta ou diminuição de dopamina afeta o movimento da pessoa causando, um ou mais dos seguintes sintomas: tremor, lentidão dos movimentos, rigidez muscular, desiquilíbrio e alteração na fala e escrita.

A Associação Parkinson Paraná disponibiliza aos seus associados remédios prescritos pelos médicos, procedimento cirúrgico a ser avaliado individualmente, tratamentos via terapias auxiliares como: acupuntura, alongamento e pilates, arteterapia, auriculoterapia, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, geriatria, massoterapia, musicoterapia, neurologia, nutrição, psicologia, psiquiatria e terapia ocupacional. A atuação multidisciplinar de vários profissionais contribui efetivamente para melhorias na qualidade de vida do parkinsoniano.

Desde 2015 são utilizadas técnicas de arteterapia na Associação Parkinson Paraná e, como resultado, o paciente com doença de Parkinson torna-se um participante ativo da própria reabilitação. Possibilita que a pessoa encontre a sensibilidade nas cores da vida, uma postura mais positiva no dia a dia, desenvolvendo a resiliência, o crescimento interior, o autocuidado e, consequentemente, a melhora da autoestima e do equilíbrio emocional.

Verifica-se também que trabalhar com essas atividades artísticas proporciona prazer, porque concilia arte e criatividade e porque, no momento da criação, há um envolvimento tão imenso com o fazer artístico que cessam os tremores de alguns pacientes, que relatam que se sentem fortalecidos interiormente.

  Mais informações sobre o uso da arte na psicologia, na psiquiatria e na Arteterapia, sobre a doença de Parkinson e a aplicação prática de arteterapia na Associação Parkinson Paraná, são apresentadas no livro Arteterapia e Parkinsonismo. Um estudo de caso na Associação Parkinson Paraná, do autor Gilmar Alfredo Ribas.


Sobre o autor: Graduado em Psicologia (2014) com CRP 08/21460, em Engenharia Industrial Eletrotécnica (1985), especialização em Arteterapia (2016) com APA 012/0916, Neurologia e Aprendizagem (2017) e Psicologia Analítica – teoria e prática (2019). É arteterapeuta na Associação Paranaense dos Portadores de Parkinsonismo do Paraná em Curitiba desde 2016 (voluntário) e a partir de 2017 foi contratado nessa função. É psicólogo voluntário na Associação Evangelizar é Preciso – Igreja Guadalupe em Curitiba desde 2016. Atende em consultório de psicologia clínica e em residências dos clientes. Foi funcionário na Companhia Paranaense de Energia de 1985 a 2013 na função de engenheiro eletricista. Nesse período fez especializações em Gestão de Pessoas, Gerência de Manutenção e Telecomunicações (MBA).