15/06/2020

Criatividade nas aulas de educação física

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15/06/2020 - Por: Juvenal dos Santos Borges e Roberto Carlos da Costa Belini

A criatividade está na capacidade da pessoa de inventar ou reinventar algo para oferecer coisas, situações ou, até mesmo, sentimentos diferenciados buscando sempre a satisfação daquele que os recebe.

Quando buscamos no dicionário o significado da palavra criatividade, encontramos “qualidade da pessoa criativa, de que tem capacidade, inteligência e talento para criar, inventar ou fazer inovações na área em que atua; originalidade”[1]. Portanto, entendemos que a criatividade é a capacidade de oferecer algo novo, sendo sempre imprevisível, gerando expectativa sobre suas ações e aumentando o interesse do seu público alvo.

Na Educação Física escolar a criatividade está em fornecer aulas diferenciadas, que fogem da realidade cotidiana do aluno, que já estão acostumados com as atividades rotineiras, cujas regras e jogabilidade se encontram enraizadas em sua cultura do brincar.

A ação criativa dentro dessas atividades está na aplicação de um tempero a mais em sua estrutura, ou seja, a quebra da zona de conforto força a elaboração de novas estratégias bem como estimula novas vivências corporais ou até mesmo sociais, dependendo das modificações realizadas.

Podemos afirmar que esse tempero coloca o professor como dominante das práticas aplicadas, podendo assim direcioná-las como bem entender para fazer com que o seu aluno alcance qualquer objetivo deseja.

“Um ambiente escolar que visa favorecer o desenvolvimento do potencial criativo de alunos e professores deve considerar o ato de aprendizagem como chave nesse processo de mudança”[2].

Quando os alunos são expostos a aulas criativas, tendem a ser criativos também, sendo capazes de aproveitar aquilo que tem disponível no ambiente em proveito do seu momento de lazer, construindo e/ou reconstruindo o seu brincar, canalizando tudo o que aprendeu com o seu professor durante as aulas de Educação Física.

Temos como exemplo uma turma do quinto ano, que no início deste ano (2020) foram desafiados pela professora em sala de aulas a criar novas brincadeiras. A turma canalizou os conhecimentos prévios das aulas de Educação Física, reconstruindo várias brincadeiras, dentre elas a brincadeira Bicho-preguiça[3] que ganhou novo formato e foi renomada de Corona Vírus.

Concluindo, a criatividade é algo que deve estar sempre integrado às práticas escolares, em especial nas aulas de Educação Física. Dessa forma, não só podemos direcionar as práticas para melhor alcançar o desenvolvimento aceitável de nossos alunos, como poderemos fazer com que estes sejam capazes de adquirir autonomia para alcançá-lo sozinhos, tornando-os cada vez mais criativos.

Para saber mais, consultem a obra Repensando a Educação Física escolar

[1] Disponível em Dicio: aplicativo de dicionário virtual disponível para o sistema Android na Playstore.

[2] SOUZA, D. F. Criatividade: novos conceitos e idéias, aplicabilidade à educação. Revista Educação Especial, p. 55-61, 2001.

[3] BORGES, J. S.; BELINI, R. C. C. Repensando a educação física escolar. Curitiba: Appris, 2020.


 

Sobre os autores:

Juvenal dos Santos Borges:
Especialista em Atividade Física Adaptada e Saúde pela Universidade Estácio de Sá, licenciado em Educação Física pela Universidade de Ribeirão Preto, docente nas Secretaria de Educação do município de Praia Grande.

Roberto Carlos da Costa Belini:
Especialista em Educação Física Escolar pela Universidade Gama Filho, graduado em Educação Física pela Universidade Santa Cecília, graduado em Pedagogia pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras Don Domênico, docente na Secretaria de Edu