Justiça Terapêutica: Juventude, Drogas e Biopolítica

Ref: 4461114

A racionalidade do controle biopolítico dos jovens em conflito com a lei assenta-se em grande parte na psicologia.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 44,00 R$ 30,80 30% off
ADICIONAR 
AO carrinho

Versão digital
R$ 44,00 R$ 20,00 55% off

Nossos eBooks estão no formato ePub, o mais aceito nos variados aparelhos nos quais se podem ler livros digitais: eReaders, Smartphones, iPads, iPhones e PCs (este último por meio do Adobe Digital Editions). Os livros podem ser comprados via download nas seguintes livrarias online:

- Amazon (formato Mobi disponível para Kindle)

- Google Play Livros

- Apple Books

- Cultura/Kobo

ISBN: 978-85-8192-835-7


ISBN Digital: 978-85-8192-835-7


Edição:


Ano da edição: 2015


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 115


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Alcides José Sanches Vergara.

A racionalidade do controle biopolítico dos jovens em conflito com a lei assenta-se em grande parte na psicologia. Um dos supostos básicos é o de que o uso de drogas e a dependência caracterizam uma doença, e que, portanto, a medida mais adequada é a do tratamento psicológico ou psiquiátrico, com o apoio de serviços de assistência social. Outro suposto básico é o de que o jovem, entendido como pessoa em formação, pode ter sua vida redirecionada mediante ações de tratamento e apoio de profissionais especializados.
Sob essas premissas, a criminalização das drogas passa a ser associada a disfunções ou a desarranjos na saúde mental, tornando a juventude em conflito com a lei, além de criminosa, doente. Com isso se fortalece o cerco de vigilância e controle. Ao âmbito jurídico acrescentam-se os cercos dos saberes e das tecnologias da psicologia e psiquiatria, com o apoio do serviço social. Se a justiça comum não pode fazer mais do que decidir onde o condenado poderá viver, a justiça terapêutica é muito mais ousada: pretende decidir a forma de viver e de ser.
Para tanto, a produção do adoecimento é indispensável. A junção da figura do criminoso/doente mental legitima a gestão biopolítica da vida do jovem usuário de drogas pelos saberes e tecnologias da psicologia, inserindo-o na lógica da sociedade de controle.