Pânico, Sintoma Psíquico e Doença Psicossomática

Ref: 978-85-473-1371-5

Um dos termos empregados por Freud em sua metapsicologia que mais foi adulterado foi o vocábulo Angst. Em português, foi vertido para “angústia”, “ansiedade”, “medo” e “temor”, e seu emprego se deu de forma tal que, em alguns dos textos de Freud, pela leitura da versão brasileira, não se consegue saber o que ele tinha em mente quando empreendeu a sua elaboração. Mas Angst, em alemão, quer dizer medo, e Freud dedicou-se a descrever as suas diferentes apresentações clínicas com suas graves repercussões psicológicas.


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ISBN: 978-85-473-1371-5


ISBN Digital: 978-85-473-1372-2


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 10/07/2018


Número de páginas: 315


Encadernação: Brochura


Peso: 2 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Antenor Salzer Rodrigues.

Um dos termos empregados por Freud em sua metapsicologia que mais foi adulterado foi o vocábulo Angst. Em português, foi vertido para “angústia”, “ansiedade”, “medo” e “temor”, e seu emprego se deu de forma tal que, em alguns dos textos de Freud, pela leitura da versão brasileira, não se consegue saber o que ele tinha em mente quando empreendeu a sua elaboração. Mas Angst, em alemão, quer dizer medo, e Freud dedicou-se a descrever as suas diferentes apresentações clínicas com suas graves repercussões psicológicas.

A perspicácia clínica de Freud levou-o a constatar que o afeto do medo (Angst) assumia diferentes feições na vida de seus pacientes: apresentava-se numa forma aguda – os ataques de pânico –, numa forma crônica – a expectativa medrosa – e nas fobias. As pessoas revelavam diversas formas de temor, de múltiplas coisas e em várias situações. A partir de 1926, ele definiu que seria essa emoção o sinal usado pelo ego como forma de mobilizar as defesas neuróticas.

O afeto do medo, entretanto, não é um evento psíquico apenas. Ele causa profundas alterações fisiológicas e é, atualmente, reconhecido como a principal emoção desencadeadora do processo de estresse. Essas alterações orgânicas decorrentes do alerta fisiológico que caracteriza o estresse prolongado são, cada vez mais, relacionadas àquelas afecções denominadas doenças psicossomáticas.

Observa-se, assim, na prática clínica, uma relação direta entre os processos neuróticos e as doenças psicossomáticas, estando o profissional da saúde constantemente frente a quadros clínicos complexos que exigem uma abordagem multiprofissional entre diferentes áreas da saúde.