Empresariamento da Vida: A Função do Discurso Gerencialista nos Processos de Subjetivação Inerentes à Governamentalidade Neoliberal

Ref: 978-85-473-1526-9

O livro Empresariamento da vida: a função do discurso gerencialista nos processos de subjetivação inerentes à governamentalidade neoliberal busca realizar uma arqueologia do discurso gerencialista e uma cartografia dos dispositivos de poder que sustentaram sua implicação no campo social.


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ISBN: 978-85-473-1526-9


ISBN Digital: 978-85-473-1874-1


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 17/07/2018


Número de páginas: 211


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Aldo Ambrózio.

O livro Empresariamento da vida: a função do discurso gerencialista nos processos de subjetivação inerentes à governamentalidade neoliberal busca realizar uma arqueologia do discurso gerencialista e uma cartografia dos dispositivos de poder que sustentaram sua implicação no campo social. Trata-se de examinar um processo de empresariamento intensificado entre as décadas de 1980 e 1990, e que tem como materialidade a constituição da organização do mando a partir de uma arquitetura imperial, que se conjuga com um tipo de acumulação do capital, na qual se observa o primado do capital financeiro sobre as suas demais formas de manifestação (capital produtivo, capital mercantil, capital a juros), que culminam no aprofundamento da internacionalização dos fluxos de capital dinheiro, na diminui ção do tempo de vida útil das mercadorias e no primado do trabalho imaterial sobre as demais formas de trabalho – trabalho esse que se constitui como a fonte intensiva a partir da qual se ergue a estrutura imperial. A escrita deste livro esteve atenta ao que ocorreu simultaneamente a isso, ou seja, tanto a captura bem mais profunda da vida pelos dispositivos de poder quanto sua própria liberação em uma multiplicidade de sentidos. O vínculo então encontrado entre essa governamentalidade de tipo neoliberal, que expressa o mando da arquitetura imperial, e a diluição do discurso gerencialista no corpo social foi o de esse discurso servir como modulador das subjetividades capturadas pela moldura intervencionista do Estado neoliberal, convertendo, assim, a dinâmica errante e diferenciante de uma vida em uma jaula subjetiva denominada capital humano, que exprime modulações de vidas indiv iduais constituindo-se como capitalistas de si mesmas. Portanto, esse processo de captura e conversão dos inúmeros descaminhos por que podem passar uma vida em uma estratégia de capitalização pessoal é nominado, neste livro, como um processo de empresariamento da vida.