O Protagonismo do Diabo em Machado de Assis

Ref: 978-85-473-1665-5

Nós temos muito medo do Diabo. Ele sempre nos incomoda porque está associado ao Mal. Essa criatura, contudo, exerce considerável protagonismo nos escritos de Machado de Assis, autor mundialmente celebrado pela acuidade literária com que sonda as regiões impenetráveis da vida humana; nessas dimensões, muitas vezes sombrias, Machado encontra o Diabo ou seus emissários.


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ISBN: 978-85-473-1665-5


ISBN Digital: 978-85-473-1665-5


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 15/08/2018


Número de páginas: 137


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Paulo Sérgio de Proença.

Nós temos muito medo do Diabo. Ele sempre nos incomoda porque está associado ao Mal. Essa criatura, contudo, exerce considerável protagonismo nos escritos de Machado de Assis, autor mundialmente celebrado pela acuidade literária com que sonda as regiões impenetráveis da vida humana; nessas dimensões, muitas vezes sombrias, Machado encontra o Diabo ou seus emissários.

Qual é o papel que o Diabo exerce nas obras do autor? É isso que O protagonismo do Diabo em Machado de Assis pretende analisar, a partir de excertos diversos, escritos em gêneros diferentes, representativos da coerência com que a obra machadiana retrata as contradições humanas, inspiradas ora em Deus, ora no Diabo, que sempre andam juntos, um ao outro sustenta.

O Diabo, tendemos a enxergá-lo no Outro, no diferente, diante do qual nos sentimos ameaçados e que, por isso mesmo, deve ser eliminado. Machado resolve esse dilema ao rejeitar o figurino tradicional com que o pintamos. Fica a suspeita de que o Mal-Diabo não está no Outro somente, mas também dentro de cada um de nós, o que explicaria as contradições eternas a que todos os seres humanos estão expostos.

No conto “A Igreja do Diabo”, o próprio Deus diz que a contradição dos seres humanos é eterna, para consolar o Diabo das decepções que os humanos lhe tinham causado.

O bruxo de Cosme Velho domesticou todas as legiões. Como se vê, o Diabo machadiano não inspira medo. Os seres humanos, sim.