Entre Ciborgues e Coquetes: Notas Sobre a Cultura Feminina no Facebook

Ref: 978-85-473-1512-2

Entre Ciborgues e Coquetes: notas sobre a cultura feminina no Facebook é fruto de um trabalho de pesquisa que buscou no conceito ciborgue de Haraway o ponto de partida das relações entre as mulheres e a tecnologia no princípio da era da internet, para, posteriormente, pensar a cultura feminina brasileira contemporânea, a partir das suas expressões e representações em páginas femininas/feministas de grande repercussão na rede social Facebook.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 60,00
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 978-85-473-1512-2


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 03/09/2018


Número de páginas: 151


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Cláudia Pereira Ferraz.

Entre Ciborgues e Coquetes: notas sobre a cultura feminina no Facebook é fruto de um trabalho de pesquisa que buscou no conceito ciborgue de Haraway o ponto de partida das relações entre as mulheres e a tecnologia no princípio da era da internet, para, posteriormente, pensar a cultura feminina brasileira contemporânea, a partir das suas expressões e representações em páginas femininas/feministas de grande repercussão na rede social Facebook. Pelo trabalho e a observação com participação oculta nessas páginas on-line, este livro traz dados que são refletidos historicamente sobre os processos sociais que levaram as mulheres a se representarem (posando em autorretratos) aspirando altos números de “curtir” e elogios em comentários na rede Facebook. O estudo etnográfico também é realizado em comunidades feministas do Facebook, e como eixo histórico das relações entre feminismos e internet o livro recorre aos movimentos ciberfeministas dos anos 90 para apresentar as primeiras propostas conceituais de apropriação da tecnologia para o desempenho político dos feminismos. Entre Ciborgues e Coquetes trata de verificar onde podem ser encontrados os fragmentos da proposta revolucionária ciborgue de Donna Haraway na cultura feminista no Facebook. E em oposição, percorre a cultura da feminilidade, que marca ainda mais a construção feminina, condicionada pelas religiões cristãs de matrizes conservadoras na imposição de condutas submissas às moralidades tradicionais, ou por meio das referências das antigas mídias, reproduzindo os padrões de beleza sensualizados. A sensualidade coquete diagnosticada e muito bem trabalhada por Georg Simmel, entre o final do século XIX e o começo do século XX, é reapropriada para demostrar como a cultura de mercado age articulando tal conceito (coquete),a fim excitar o desejo de consumo e maximizá?lo em diversas esferas da

vida. Esta obra é inspirada em uma literatura metodológica contemporânea que acompanhou os estudos etnográficos mediados pelo desenvolvimento das tecnologias de comunicação. Com o ambiente on-line como campo de estudo e repertório de fontes bibliográficas, este livro apresenta as modulações da feminilidade, que historicamente fazem das mulheres representações e reproduções de um status controlado, assim como demostra as correntes contrárias e de resistência, as quais desempenham a potência da ação política emancipadora para reconstrução criativa de ser mulher, vociferadas pelas ruas e redes – que se viabilizam nos usos das tecnologias em comunicação.