Produção Escrita na Educação do Campo

Ref: 978-85-473-1894-9

Em uma sociedade letrada, a apropriação da linguagem escrita torna-se essencial para os sujeitos, especialmente por representar uma das mais importantes formas de comunicação e expressão de opiniões, sentimentos, anseios e pensamentos. A linguagem é o meio pelo qual nos constituímos como sujeitos, em um processo que implica interação, trocas e conflitos com nossos pares.


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ISBN: 978-85-473-1894-9


Edição: 1


Ano da edição: 2018


Data de publicação: 11/09/2018


Número de páginas: 129


Encadernação: Brochura


Peso: 200 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Roseli Gonoring Hehr.

Em uma sociedade letrada, a apropriação da linguagem escrita torna-se essencial para os sujeitos, especialmente por representar uma das mais importantes formas de comunicação e expressão de opiniões, sentimentos, anseios e pensamentos. A linguagem é o meio pelo qual nos constituímos como sujeitos, em um processo que implica interação, trocas e conflitos com nossos pares.

É nesse contexto singular que a fala, a escrita e o discurso são elaborados e podem demonstrar toda complexidade desse processo que, ao mesmo tempo, faz de nós seres únicos e coletivos. Bakhtin argumenta que na relação criadora com a língua não existem palavras sem voz; em cada palavra há vozes, às vezes distantes, anônimas, impessoais, mas também há vozes próximas. Sendo assim, a língua mostra-se como possibilidade de comunicação e, a partir da interação com os interlocutores, constitui e fundamenta a linguagem.

A partir de suas observações, a autora mostra que a produção escrita nas escolas de campo ainda titubeia entre um processo que ora caminha de fato pela via da emancipação, ora se encontra entrelaçado ao sistema de reprodução e dominação, em que a escola se constitui na sociedade contemporânea, carregando uma tradição de reprodução de textos, o que, em determinados momentos, ocorre de forma inconsciente, não sem cercear o potencial criativo do educando. Por isso, há momentos propícios ao desenvolvimento da produção escrita que muitas vezes acabam passando despercebidos, como também momentos de extrema riqueza em produções que dizem muito do espaço-tempo em que a escola está inserida.

Esta obra traduz a inquietação de uma educadora que entende que, em suas mais diversas formas, a linguagem é uma possibilidade de libertação e emancipação dos sujeitos, tal como postulado por Paulo Freire. Resulta de uma investigação sobre as práticas escolares de produção escrita em uma escola do campo, buscando analisar se ela tem considerado a realidade dos educandos campesinos.