A Palavra na Vida: A Poesia Polifônica em Drummond

Ref: 4179949

E Deus fez o homem à sua imagem e semelhança para que presida entre todas ascriaturas da terra. E, assim, contam desde as escrituras sagradas, como tudo começou...


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ISBN: 978-85-8192-320-8


Edição: 1


Ano da edição: 2014


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 250


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Carina Dartora Zonin.

E Deus fez o homem à sua imagem e semelhança para que presida entre todas as criaturas da terra. E, assim, contam desde as escrituras sagradas, como tudo começou...¿Formou pois o Senhor Deus ao homem do limo da terra, e assoprou sobre o seu rosto um assopro de vida; e recebeu o homem, alma e vida¿ (BÍBLIA..., 1979, p. 3). Por obra do outro,
espírito acolhedor e fraterno, nascemos, e a Ele, tão somente, evotamos nossa existência. No espelho, traços enaltecem a misteriosa presença do Criador, doação e partilha formando um só corpo e um só espírito e eis que, então, a imagem do pai universal resplandece em seus filhos,
peregrinos da palavra. E, afinal, quem sou eu? Quem é Ele?
Entre outras indagações de base, as que dizem do fundamento existencial cristão, logo, nos põem a caminho... A onipotência divina, lida pela intervenção onírica do outro sobre o eu, prontamente, se desfaz, dádiva do homem encarnado, da palavra materializada e do mundo
criado. Por aqui, a incontáveis degraus abaixo da esfera do paraíso e da perfeição, rogar absolutismos não nos parece conveniente e é desta perspectiva, contudo, que propomos repensar, de agora em diante, o campo poético-literário pós-vanguarda, mais especificamente,
nas criações de Carlos Drummond de Andrade, em A rosa do povo (1945)2. Para tanto, outro ilustre convidado, a quem recorreremos o grosso da argumentação, é o teórico do discurso, Mikhail Bakhtin, e seu círculo de pensamento sobre a linguagem, especialmente, em torno
dos princípios-chave da dialogia, da polifonia e dos gêneros discursivos. Nosso desafio, neste estudo, diz respeito, em linhas gerais, à percepção do grau de vitalidade inerente ao pensamento bakhtiniano, em um percurso evolutivo, intermediado pelo modernismo
brasileiro, da prosa à poesia.