Migrantes Nordestinos na Literatura Brasileira

Ref: 978-85-473-1964-9

O livro que você tem nas mãos teve origem na minha pesquisa acadêmica sobre as/os migrantes nordestinos como protagonistas em uma seleção de obras de arte literárias brasileiras que tive acesso nos meus anos de formação acadêmica e profissional em grupos de pesquisa na área de literatura na UnB. Portanto, surge daí o repertório que estudei e ao qual, de modo talvez exageradamente abrangente, intitulei o estudo. Na época, comecei a pesquisa com uma revisão sobre o movimento regionalista na história literária brasileira e a partir daí, tomando especificamente seis obras, estudei as transformações da personagem migrante. As obras que compuseram meu repertório foram Vidas secas, de Graciliano Ramos; Morte e vida severina: auto de natal pernambucano, de João Cabral de Melo Neto; Essa terra e O cachorro e o lobo, de Antônio Torres; A hora da estrela, de Clarice Lispector; e As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto. Esse estudo mostrou como o/a migrante passa de objeto a sujeito da narração, sem, no entanto, considerar esse processo uma evolução linear, porque percebi recuos nele. O trabalho teve uma perspectiva crítica que parte do estudo da classe social, além do uso dos meios tradicionais de análise literária: caracterização da instância narrativa – voz, perspectiva, relação narrador/texto narrado, tempo e espaço. Foi importante perceber como os problemas sociais brasileiros e especialmente a desigualdade brasileira subjaz à questão presente na relação entre narrador letrado/personagem iletrado e como algumas obras representaram uma superação dessa questão quando esse personagem migrante conquista o direito à sua própria voz. Ainda que esse movimento não seja de uma vez por todas.


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ISBN: 978-85-473-1964-9


Edição:


Ano da edição: 2019


Data de publicação: 10/06/2019


Número de páginas: 123


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Adriana de Fátima Barbosa Araújo.

O livro que você tem nas mãos teve origem na minha pesquisa acadêmica sobre as/os migrantes nordestinos como protagonistas em uma seleção de obras de arte literárias brasileiras que tive acesso nos meus anos de formação acadêmica e profissional em grupos de pesquisa na área de literatura na UnB. Portanto, surge daí o repertório que estudei e ao qual, de modo talvez exageradamente abrangente, intitulei o estudo. Na época, comecei a pesquisa com uma revisão sobre o movimento regionalista na história literária brasileira e a partir daí, tomando especificamente seis obras, estudei as transformações da personagem migrante. As obras que compuseram meu repertório foram Vidas secas, de Graciliano Ramos; Morte e vida severina: auto de natal pernambucano, de João Cabral de Melo Neto; Essa terra e O cachorro e o lobo, de Antônio Torres; A hora da estrela, de Clarice Lispector; e As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto. Esse estudo mostrou como o/a migrante passa de objeto a sujeito da narração, sem, no entanto, considerar esse processo uma evolução linear, porque percebi recuos nele. O trabalho teve uma perspectiva crítica que parte do estudo da classe social, além do uso dos meios tradicionais de análise literária: caracterização da instância narrativa – voz, perspectiva, relação narrador/texto narrado, tempo e espaço. Foi importante perceber como os problemas sociais brasileiros e especialmente a desigualdade brasileira subjaz à questão presente na relação entre narrador letrado/personagem iletrado e como algumas obras representaram uma superação dessa questão quando esse personagem migrante conquista o direito à sua própria voz. Ainda que esse movimento não seja de uma vez por todas.