África e Brasil, Diálogos Possíveis: Estetização e Mitificação de África nas Estratégias

Ref: 4000701

Neste trabalho, discuto o processo de construção da identidade negra em Teresina a partir da estética africana recriada, estabelecendo relações com estratégias do poder no movimento negro na atual conjuntura política que teve início no Governo Wellington Dias, do PT, em 2003. Desta forma descrevo a origem e a trajetória do movimento negro nas décadas de 80 no estado até a consolidação do Coisa de Nego, em 1990, como entidade negra de grande importância, nesse processo. 


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 53,00
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 78-85-8192-121-1


Edição: 1


Ano da edição: 2012


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 258


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Artemisa Odila Cande Monteiro.

Neste trabalho, discuto o processo de construção da identidade negra em Teresina a partir da estética africana recriada, estabelecendo relações com estratégias do poder no movimento negro na atual conjuntura política que teve início no Governo Wellington Dias, do PT, em 2003. Desta forma descrevo a origem e a trajetória do movimento negro nas décadas de 80 no estado até a consolidação do Coisa de Nego, em 1990, como entidade negra de grande importância, nesse processo. 

Analiso o modo como o Grupo Afro-Cultural Coisa de Nego surgiu e desenvolveu suas ações de militância e estratégias na reversão da imagem do negro em Teresina, através da idealização das festas da beleza negra até a sua participação no poder estatal.

A noção da identidade está intrinsecamente ligada, neste trabalho, com a estética corporal e aos demais sinais diacríticos, que serviram de suportes simbólicos na reconstrução da nova identidade negra ligada a uma África idealizada e mítica. A participação da mulher negra no poder constitui a marca histórica da militância política no estado, através da gestão de Sônia Terra, como Presidente da Fundação Cultural, com status de Secretária. 

Na medida em que são associados como promotores da identidade negra no estado, essa construção identitária é relacionada a outros estados e cidades que serviram como referência nesse processo de auto-afirmação da negritude, a exemplo de Salvador-BA e São Luiz-MA. Neste sentido, o apelo à África como referência política na nova construção identitária, e a inserção dos negros na política, forjaram a maior visibilidade deste grupo no Estado do Piauí.