O Eu do Amor

Ref: 978-85-473-3373-7

A linha histórica traçada por meio de autores que se engajam politicamente na busca do conhecimento conecta-se à Psicologia Política e à genealogia e permite-nos interrogar as condições de possibilidade externas aos próprios discursos que lhes garantem status de verdade. Isso significa que, para estudar o amor e sua conexão com a violência íntima, não basta perseguir o conteúdo do discurso dos amantes apaixonados ou que se odeiam (representações do amor), mas delinear as condições que tornam possível a afirmação do indivíduo como valor, a injunção social que o engaja na busca de si mesmo e no afastamento do mundo público. Resta-lhe o investimento na intimidade.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 49,00
ADICIONAR 
AO carrinho

Versão digital
R$ 22,00
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 978-85-473-3373-7


ISBN Digital: 978-85-473-3374-4


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 18/12/2019


Número de páginas: 151


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Flávia Bascuñán Timm.

2. Ondina Pena Pereira.

A linha histórica traçada por meio de autores que se engajam politicamente na busca do conhecimento conecta-se à Psicologia Política e à genealogia e permite-nos interrogar as condições de possibilidade externas aos próprios discursos que lhes garantem status de verdade. Isso significa que, para estudar o amor e sua conexão com a violência íntima, não basta perseguir o conteúdo do discurso dos amantes apaixonados ou que se odeiam (representações do amor), mas delinear as condições que tornam possível a afirmação do indivíduo como valor, a injunção social que o engaja na busca de si mesmo e no afastamento do mundo público. Resta-lhe o investimento na intimidade. Esses discursos, tidos como verdades, não são criados em um movimento natural da história, ao contrário, resultam de disputas, lutas, desacordos, divergências sempre políticas, que, a partir de um dado momento, adquirem hegemonia e submetem os indivíduos. Assim, o indivíduo moderno não é livre, é um sujeito subordinado a uma estrutura de poder, que funciona por meio de práticas políticas disciplinares. São essas práticas políticas que alimentam a crença de que a vida íntima é a única fonte de felicidade, o que, na prática, tem sido insistentemente desmentido.