Preso na Gaiola: A Criminalização do Funk Carioca nas Páginas do Jornal do Brasil (1990-1999)

Ref: 978-85-473-4222-7

O livro Preso na gaiola: a criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999) surgiu a partir da observação da perseguição contra o funk carioca, desenvolvida ao longo da década de 1990 e intensificada nos anos 2000. Este livro tem por objetivo principal encontrar explicações para a criminalização do movimento funk carioca. Para tanto, foram utilizadas como fontes canções lançadas ao longo dos anos 1990, além de leis e projetos de leis que diziam respeito especificamente ao funk. Os conteúdos presentes no Jornal do Brasil neste mesmo período e que tinham como tema principal o funk carioca, por sua vez, são as fontes que norteiam e dão o tom deste livro. A análise das fontes selecionadas permitiu concluir que a perseguição levada a cabo pelo poder público contra as manifestações do funk carioca – sobretudo os bailes funk – era fruto da perseguição contra os adeptos do movimento, ou seja, contra os funkeiros. Estes, por sua vez, eram representados, em sua maioria, por jovens negros, pobres e favelados, revelando preconceitos de origem racial e social contra eles.


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ISBN: 978-85-473-4222-7


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 07/01/2020


Número de páginas: 239


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Juliana Bragança.

O livro Preso na gaiola: a criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999) surgiu a partir da observação da perseguição contra o funk carioca, desenvolvida ao longo da década de 1990 e intensificada nos anos 2000. Este livro tem por objetivo principal encontrar explicações para a criminalização do movimento funk carioca. Para tanto, foram utilizadas como fontes canções lançadas ao longo dos anos 1990, além de leis e projetos de leis que diziam respeito especificamente ao funk. Os conteúdos presentes no Jornal do Brasil neste mesmo período e que tinham como tema principal o funk carioca, por sua vez, são as fontes que norteiam e dão o tom deste livro. A análise das fontes selecionadas permitiu concluir que a perseguição levada a cabo pelo poder público contra as manifestações do funk carioca – sobretudo os bailes funk – era fruto da perseguição contra os adeptos do movimento, ou seja, contra os funkeiros. Estes, por sua vez, eram representados, em sua maioria, por jovens negros, pobres e favelados, revelando preconceitos de origem racial e social contra eles.

Esta obra conta com o rigor científico-metodológico necessário à análise histórica e historiográfica e destaca-se nesta cena por ser o primeiro livro na grande área da História a ser publicado sobre o funk carioca. No entanto a escrita objetiva e não desnecessariamente rebuscada da autora permite que pessoas fora da grande área da História e das Ciências Humanas possam ter acesso às suas conclusões.

Com o objetivo de romper as barreiras da academia e atingir o maior número possível de leitores, este livro foi escrito a partir de uma linguagem simples – porém não simplória –, de modo que toda e qualquer pessoa que se interesse pelo funk carioca consiga ler e, de fato, compreender os resultados da pesquisa aqui apresentados.

Adquirir este livro é uma forma de se desprender das amarras dos preconceitos que ainda hoje recaem sobre o funk carioca e sobre os funkeiros. Esta leitura pode tornar possível o reconhecimento do funk carioca como um importante produto cultural, como uma respeitável fonte de renda direta e indireta, como uma possibilidade de ascensão social e como a voz daqueles que não aceitam ser calados.