Animação Cultural: a Inovação dos CIEPs-RJ nos Anos 1980

Ref: 978-85-8192-894-4

Marcos A. M. Chagas analisa a trajetória histórica da educação pública com o surgimento da modernidade e sua organização no Brasil em meio a processos conflitivos de liberalismo e democracia, vértices que produziram um movimento econômico desigual e combinado ao modelo concentrador de riqueza para os de cima contra os de baixo.


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ISBN: 978-85-8192-894-4


Edição: 1


Ano da edição: 2016


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 197


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Marcos Antônio Macedo das Chagas.

Marcos A. M. Chagas analisa a trajetória histórica da educação pública com o surgimento da modernidade e sua organização no Brasil em meio a processos conflitivos de liberalismo e democracia, vértices que produziram um movimento econômico desigual e combinado ao modelo concentrador de riqueza para os de cima contra os de baixo. Tal modelo de sociedade fez predominar entre nós uma escola marcada pela dualidade – plena de recursos para os ricos e precarizada para os desfavorecidos economicamente. Os esforços de superação dessa mazela apareceriam em dois momentos: na consecução da escola-parque/escola-classe, no Instituto Carneiro Ribeiro, criada por Anísio Teixeira nos anos 1950, e na efetivação dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), introduzidos por Darcy Ribeiro em 1983, a partir da visão anisiana de inclusão das massas populares como direito republicano, até então fragilizado.

Ambos os projetos, por interesses contrários a uma elite conservadora, seriam politicamente abandonados. Visando não permitir o apagamento histórico dessas conquistas, reforçando-as como ação permanente a favor das classes mantidas como subalternas, o autor rememora e prioriza o programa de Animação Cultural – proposta inovadora na educação brasileira, objetivando reconhecer as experiências culturais das populações residentes próximas aos CIEPs, no Rio de Janeiro, que traziam expressões éticas, estéticas e sociais emancipatórias, proporcionando o convívio dos saberes populares com o conhecimento produzido no espaço escolar e vice-versa.

Uma leitura indispensável a todos que almejam reivindicar a escola pública de qualidade como direito.