O Que é Comprimido Hoje?: A Psicanálise em Crise

Ref: 978-65-5523-026-0

O que é comprimido hoje? Por que consumimos tantos psicofármacos e cuidamos tanto da saúde hoje? Será que não estamos enfeitiçados pelo imperativo da performance, como também pelas promessas de longevidade e imortalidade? Considerando que a busca por esses ideais nos conduz a realizar uma permanente auto-gestão dos riscos, é preciso perguntar: será que a noção moderna de finitude não vem sendo silenciada em nome do risco e, a partir do imperativo do medo, procuramos nos precaver de nossa vulnerabilidade, buscando ferramentas que confiram emblemas performáticos e fálicos? E tudo isso, está a serviço de quê? Não será da lógica neoliberal que promulga a eficiência, nos convocando a sermos empresários de nós mesmos, como mostrou Foucault?


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ISBN: 978-65-5523-026-0


ISBN Digital: 978-65-5523-017-8


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 30/07/2020


Número de páginas: 267


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Natasha Mello Helsinger.

O que é comprimido hoje? Por que consumimos tantos psicofármacos e cuidamos tanto da saúde hoje? Será que não estamos enfeitiçados pelo imperativo da performance, como também pelas promessas de longevidade e imortalidade? Considerando que a busca por esses ideais nos conduz a realizar uma permanente auto-gestão dos riscos, é preciso perguntar: será que a noção moderna de finitude não vem sendo silenciada em nome do risco e, a partir do imperativo do medo, procuramos nos precaver de nossa vulnerabilidade, buscando ferramentas que confiram emblemas performáticos e fálicos? E tudo isso, está a serviço de quê? Não será da lógica neoliberal que promulga a eficiência, nos convocando a sermos empresários de nós mesmos, como mostrou Foucault?
Considerando que os discursos da psiquiatria biológica, das neurociências e da psicologia cognitiva ganharam uma notoriedade significativa no contexto neoliberal, justamente por prometerem oferecer técnicas de driblar os supostos “déficits”, maximizando a performance dos indivíduos, interrogo: será que a centralidade que eles conferem aos fatores bioquímicos, cerebrais, à mente e ao comportamento não coloca em xeque a noção de sujeito?
Por exemplo, o cérebro ganhou um novo estatuto nas últimas décadas e passou a ser concebido como uma espécie de ator social que regula as funções de ser, agir e decidir, o que faz questionar se não estamos diante de um esvaziamento da responsabilidade ética.
É nessa conjuntura que a psicanálise passa por uma crise e o livro oferece caminhos para compreender o que levou a ela, bem como formas de contorná-la.
Enfim, esta obra aborda diversas problemáticas contemporâneas, tendo em vista a seguinte questão: como os discursos da saúde, da performance e do risco afetam nossa maneira de experienciar o corpo e os afetos, e com isso, em última instância, silenciam a própria figura do sujeito?