O Branco Ante a Rebeldia do Desejo: Um Estudo sobre o Pesquisador Branco que Possui o Negro como Objeto Científico Tradicional: A Branquitude Acadêmica: Volume 2

Ref: 978-65-86034-73-8

Este livro O branco ante a rebeldia do desejo: um estudo sobre o pesquisador branco que possui o negro como objeto científico tradicional, é uma pesquisa sobre a branquitude e objetiva analisar o branco pesquisador que estuda o negro, a cultura, o “universo” negro etc. A questão central é a seguinte: por que o branco pensa o Outro e não em si? Ante a esse propósito, optei pela técnica da entrevista, visto que foi a forma mais direta que encontrei para colher a informação que pretendia.


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ISBN: 978-65-86034-73-8


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 24/08/2020


Número de páginas: 355


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Lourenço Cardoso.

Este livro O branco ante a rebeldia do desejo: um estudo sobre o pesquisador branco que possui o negro como objeto científico tradicional, é uma pesquisa sobre a branquitude e objetiva analisar o branco pesquisador que estuda o negro, a cultura, o “universo” negro etc. A questão central é a seguinte: por que o branco pensa o Outro e não em si? Ante a esse propósito, optei pela técnica da entrevista, visto que foi a forma mais direta que encontrei para colher a informação que pretendia. A pesquisa que realizei foi qualitativa e fiz o uso das análises de discurso e de conteúdo para colaborar com a interpretação dos dados. “Vossa Excelência, o branco” é a figura fundamental deste trabalho. Na primeira parte, procurei conhecê-lo por meio de uma análise histórica e também no contraste com o negro. Além disso, realizei uma autorreflexão com base no pressuposto de que o conhecimento científico possui uma característica subjetiva. Na segunda parte abordei algumas características culturais e psicológicas da branquitude contemporânea e dialoguei com os acadêmicos que entrevistei. Em nossa interação, tratamos de temas e problemas das relações raciais, sem deixar de perder o foco da problemática principal. Durante a pesquisa, optei também por entrevistar o pesquisador branco que estuda o próprio grupo. A minha intenção foi conhecer sua perspectiva a respeito do seu colega “que pensa o Outro”, levando-se em conta que “ele pensa em si”. Por causa do perfil diferente de pesquisadores, surgiu um pequeno contraponto a respeito do problema racial. Para o primeiro (grupo de pesquisadores) seria um “problema do negro”, enquanto, o segundo, considera como um “problema do branco”. Quanto ao arcabouço teórico, dialoguei com a teoria nacional e internacional referente à raça, com maior ênfase aos estudos referentes à branquitude. A mais, fiz uso dos estudos “descoloniais” e da epistemologia clássica branco-cêntrica.
(Apresentação do autor)
O estudioso e pesquisador de cor branca no Brasil é repentinamente deixado nu e a vista de todos quando perguntado “por que pensa o Outro e não em si”? Ele não se pensou crítica e racionalmente enquanto um objeto da pesquisa e nem tão pouco como um sujeito explorador, um extrativista de matérias-primas frutos da natureza inesgotável vindas de um lugar distante, sem nome e sem destino próprio. Desse modo, Lourenço Cardoso transforma o tradicional sujeito pesquisador em objeto seleto, respeitável; não em uma ameba ou outro qualquer protozoário insignificante na seleção natural ou no processo evolutivo.