O Lado Místico do Comércio: Estudo Inédito sobre a Religiosidade nos Negócios de Três Grandes Varejistas no Brasil

Ref: 978-65-5523-694-1

Uma série de fluxos de imagens, valores, símbolos e representações sociais prenunciam o surgimento das novas dimensões culturais da globalização nos anos de 1980. Esses tempos “líquidos”, agravados pela perda de significado das grandes narrativas e pelo desencantamento do mundo, criam um vazio que clama por novos mitos.


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ISBN: 978-65-5523-694-1


ISBN Digital: 978-65-5523-695-8


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 19/08/2020


Número de páginas: 239


Encadernação: Brochura


Peso: 100 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Maroni João da Silva.

Uma série de fluxos de imagens, valores, símbolos e representações sociais prenunciam o surgimento das novas dimensões culturais da globalização nos anos de 1980. Esses tempos “líquidos”, agravados pela perda de significado das grandes narrativas e pelo desencantamento do mundo, criam um vazio que clama por novos mitos. Durante essa transição da modernidade para a pós-modernidade, as empresas tiveram que se reinventar, visando a garantir sua sobrevivência em um campo social minado por incertezas e instabilidades políticas, além de fortes disputas econômicas por espaços no novo mapa de consumo mundial. A iniciativa contribui com a reconfiguração do capitalismo ao legitimar, ideologicamente, modelos de negócios em que a racionalidade econômica cede espaço ao simbólico, proporcionando a construção social de organizações aparentemente flexíveis e, sobretudo, lucrativas.

Este livro resultou da investigação dos efeitos desse fenômeno, ao analisar o papel da crença e da fé na cultura organizacional de três grandes empresas de varejo do Brasil. Busca-se desvendar o significado da ligação dessas categorias com os rituais de treinamento do Magazine Luiza, com as ações de voluntariado desenvolvidas por funcionários do Carrefour e com o “encantamento” de clientes praticado na Lojas Renner. A obra sustenta que, por meio dessas três portas de entrada da religiosidade, instituiu-se nessas companhias uma ética favorável à criação de um novo espírito do capitalismo, no contexto da globalização. É como se em pleno século XXI estivéssemos revivendo uma versão pós-moderna da ética protestante que contribuiu para a construção social do capitalismo ocidental europeu no século XIX, porém, mediada por outras formas, “não elementares”, de vida religiosa, que problematizam a secularidade.

Voltado para o poder da mente, o novo ethos funciona como uma ideologia, segundo a qual, prosperidade econômica e bem-estar social são frutos da mesma moeda, ou seja, o lucro. Para chegar a essa conclusão, o autor recorreu a uma estratégia multimétodo apoiada na Etnografia, inclusive institucional. Com isso foi possível acessar um verdadeiro arsenal de dados garimpados dentro e fora das empresas pesquisadas, bem como por meio da interlocução com órgãos representativos do setor varejista. A “engenharia social” sobre o novo modus operandi corporativo teve o respaldo de estudos sobre autoajuda, Teologia da Prosperidade e de práticas cristãs focalizadas nos discursos, falas e processos de interação desenvolvidos pelas empresas com seus stakeholders.