Pragmática Pós-Metafísica: O Infradireito na Literatura e Cinema Brasileiros

Ref: 978-65-5820-369-8

Como se formou o crime organizado no Brasil?Como se formaram as milícias?Qual o modo de existência do Estado de Direito na sociedade brasileira?Os Direitos Humanos acabaram numa sociedade neoliberal?Por que essa sociedade não tolera mais debater sobre os Direitos Humanos?


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 66,00
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 978-65-5820-369-8


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 06/01/2021


Número de páginas: 229


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Licia Soares de Souza.

Como se formou o crime organizado no Brasil?
Como se formaram as milícias?
Qual o modo de existência do Estado de Direito na sociedade brasileira?
Os Direitos Humanos acabaram numa sociedade neoliberal?
Por que essa sociedade não tolera mais debater sobre os Direitos Humanos?
São esses tipos de questão que este livro suscita por meio de uma análise apurada de narrativas literárias e fílmicas que abordam a violência urbana atual.
O foco do realismo pós-metafísico é analisar o desmoronamento das ideias universais de justiça, mostrando como os direitos se fragmentaram, de acordo com os contextos de diversidade cultural que a pós-modernidade autorizou.
Na Modernidade, os valores metafísicos entraram em crise, uma vez que na sociedade da técnica não havia mais lugar para pensamentos transcendentes. Mas a memória de valores de justiça social emergiram distorcidos do seio de grupos de poder paralelos, numa lembrança deformada do que seria um Estado de Direito.
Esta obra que expõe elos fundamentais entre literatura, cinema e direito, analisa narrativas brasileiras emblemáticas, que mostram como valores pós-metafísicos têm se desenvolvido em comunidades de exclusão, e como tais comunidades buscam compor códigos jurídicos suscetíveis de livrar os sujeitos da brutalidade instaurada por sistemas autoritários e arbitrários de governo.
Para tanto, a autora compõe um quarteto do pós-metafísico liderado pelo pensamento do filosofo alemão Habermas. Este se inspira da virada linguística para construir uma racionalidade comunicativa apta a pôr em cena os contextos dos diálogos sociais. As reflexões do semioticista Peirce, enfatizando as transformações dos signos, em contextos variados, o dialogismo bakhtiniano, e a Teoria da Semiótica da Cultura de Iuri Lotman são construtos teóricos que enriquecem a virada destranscendental desta obra.