Opressão e Resistência: Interdiscursos sobre Educação Escolar Indígena

Ref: 978-65-5523-201-1

Neste trabalho procuramos identificar a eficácia ideológica dos interdiscursos (PÊCHEUX, 1997) sobre educação escolar indígena, presentes nos discursos (PÊCHEUX, 2001) materializados por meio de redações, as quais foram elaboradas por professores, partícipes do Processo Seletivo voltado à Licenciatura Intercultural Indígena, ocorrido em 2010, na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados).


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ISBN: 978-65-5523-201-1


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 09/12/2020


Número de páginas: 101


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Nara Maria Fiel de Quevedo Sgarbi.

Neste trabalho procuramos identificar a eficácia ideológica dos interdiscursos (PÊCHEUX, 1997) sobre educação escolar indígena, presentes nos discursos (PÊCHEUX, 2001) materializados por meio de redações, as quais foram elaboradas por professores, partícipes do Processo Seletivo voltado à Licenciatura Intercultural Indígena, ocorrido em 2010, na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). Ao recordarmos as considerações de Pêcheux (1997) sobre o sujeito, quando, em Semântica e Discurso, afirma que o lugar do sujeito não é vazio sendo preenchido por aquilo que ele designa de forma-sujeito ou sujeito do saber de uma determinada Formação Discursiva (FD) pontuamos a relevância das condições de produção, da exterioridade discursiva; situação em que se deu a produção dos textos. No intuito de sinalizar as relações de poder inerentes aos discursos, percorremos as ideias de poder e resistência advindas de Foucault (2009) e a construção identitária como herança do colonialismo abordada por Santos (2010), pois são fatores que se entrecruzam nos discursos desses educadores em decorrência de serem constituídos por um jogo de imagens, uma representação imaginária, instaurada na memória discursiva (PÊCHEUX,1999). Os enfoques às abordagens anteriores se sustentam uma vez que, para os povos indígenas, a questão da identidade é um fator de suma importância, a qual se mescla com a cultura, com a tradição e com a preservação da língua de berço. Contudo, não se apaga o desejo de acessar “a outra língua”, a segunda língua que é a portuguesa e, juntamente a isso, os direitos fundamentais que essa língua pode proporcionar. Assim, diante de um contexto linguisticamente complexo, permeado por um sistema histórico de apagamento, esse sujeito enuncia e resiste, ora quando se contraidentifica com determinada Formação Discursiva, ora quando, por meio da língua, escapa aquilo a que resiste ou aquilo que lhe falta.