Drogas de Apolo: Uso Ritual de Esteroides Anabolizantes em Academias de Fisiculturismo; Notas de uma Política do Corpo

Ref: 978-65-5820-667-5

O livro As Drogas de Apolo disseca, de maneira inovadora, as relações de poder e hierarquias presentes no cotidiano das academias de musculação e bodybuilding, mostrando como a construção social da pessoa fisiculturista é realizada por intermédio de um ritual específico de instituição associado ao uso de drogas, remédios e suplementos, visando à produção de uma estética hipermasculinizada dominante.


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ISBN: 978-65-5820-667-5


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 13/01/2021


Número de páginas: 331


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 23 cm


Comprimento: 16 cm


Altura: 2 cm


1. César Sabino.

O livro As Drogas de Apolo disseca, de maneira inovadora, as relações de poder e hierarquias presentes no cotidiano das academias de musculação e bodybuilding, mostrando como a construção social da pessoa fisiculturista é realizada por intermédio de um ritual específico de instituição associado ao uso de drogas, remédios e suplementos, visando à produção de uma estética hipermasculinizada dominante. Além desse aspecto, o livro desvela o surgimento de uma era na qual o controle da imagem corporal se impõe às pessoas com peso incontornável. Controle associado a dispositivos institucionais que administram subjetividades e comportamentos em um movimento micropolítico neoliberal, no qual a formação de um corpo-vitrine-empresa transforma-se também em valor a ser investido no mercado das trocas imagéticas das redes sociais e competições. No caso brasileiro, essa dinâmica caracteriza-se pela conjugação da busca por um modelo físico hegemônico, paradigma de dominação, portador de valores patrimonialistas e escravocratas que acirram e reproduzem as desigualdades e a opressão simbólica em um movimento anticivilizatório, no qual parte dos elementos que compõem o sistema social precisa ser eliminada para que esse se perpetue. Por seu conteúdo marcante, esta leitura sociológica crítica, baseada em ferramentas antropológicas e históricas, fornece elementos analíticos para políticas de saúde e para todos aqueles pertencentes às áreas das ciências sociais interessados na construção sociocultural do corpo, identidade e imagem, relações de poder institucionais e organizacionais, micropolíticas, além dos conflitos cotidianos pautados pela violência excludente típica da sociedade brasileira.