Pelo Escuro: Nasce a Cor da Poesia

Ref: 978-65-5820-722-1

Pelo escuro: nasce a cor da poesia faz uma reflexão sobre os discursos culturais afro-brasileiros e o lugar ocupado pela poesia em meio a uma sociedade racista. A obra propõe-se a reler a produção do autor Oliveira Silveira nos anos 1968, 1970, 1977, 1981, 1987. O livro lança um olhar sobre a relação da produção poética do autor com as propostas do movimento da Negritude e o diálogo lúcido que estabelece com poetas vinculados ao referido movimento e como Silveira sugere dentro da literatura a negritude como uma forma de intersecção na poesia brasileira.


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ISBN: 978-65-5820-722-1


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 07/01/2021


Número de páginas: 137


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Eloísa Prates.

Pelo escuro: nasce a cor da poesia faz uma reflexão sobre os discursos culturais afro-brasileiros e o lugar ocupado pela poesia em meio a uma sociedade racista. A obra propõe-se a reler a produção do autor Oliveira Silveira nos anos 1968, 1970, 1977, 1981, 1987. O livro lança um olhar sobre a relação da produção poética do autor com as propostas do movimento da Negritude e o diálogo lúcido que estabelece com poetas vinculados ao referido movimento e como Silveira sugere dentro da literatura a negritude como uma forma de intersecção na poesia brasileira.
A obra aqui apresentada observa também o hibridismo na poética de Oliveira Silveira ao enfatizar o olhar sobre uma escrita comovida pelo traço do entre-lugar do discurso. Há a caracterização de uma literatura gerada pelo tom da denúncia ao desconstruir historicamente o que há muito tempo estabelece-se como “democracia racial”.
Em cumplicidade com a poesia regional do Rio Grande do Sul, a poesia de Oliveira vem permeada pela diversidade de ritmos que traduzem o legado da cultura negra mundo afora. Os versos emitem sons variados, mas ressoam em um único ritmo, numa cadência de símbolos que transformam a dor em amor.
Saber é um tipo de sabor em poesia, tem algo de sábio, o saber do poeta tem fala de alma. Em Oliveira Silveira, saber e sabor estão no amor pelas coisas simples que, por meio dos seus versos, canta e encanta com sua crítica social.
O poeta é um estado pleno de ironia. Nos poemas de Oliveira Silveira, dá-se voz aos condenados da terra, aos afrodescendentes, pela evocação dos ancestrais africanos, numa tentativa de volta às origens e de busca de identidade após séculos de integração, miscigenação e branqueamento do negro.
O poeta escreve com a alma e golpeia lindamente com as palavras. Seus poemas desafiam a todo o instante, ora românticos e amorosos, ora incisivos e questionadores.
O poeta transita, metaforicamente, por seus versos e, de forma sublime, evoca aos que ainda desconhecem o valor da palavra, o peso da poesia e o mundo fascinante da literatura.