Serviço Social e a Violência Contra a Mulher

Ref: 978-65-5820-847-1

Este não é um livro que trata de mais um pouco do mesmo. Ele fala daquilo que não pode ser calado, apesar de não raras vezes escutarmos “Nossa, de novo esse assunto? Já não está muito batido?”. A resposta é bem simples: não! Definitivamente não. Se ao contrário fosse, seria porque continuamos sendo assassinadas pelo simples fato de sermos mulheres.


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ISBN: 978-65-5820-847-1


Edição:


Ano da edição: 2020


Data de publicação: 25/01/2021


Número de páginas: 149


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Elisangela Hahn dos Santos .

2. Solange Fernandes .

Este não é um livro que trata de mais um pouco do mesmo. Ele fala daquilo que não pode ser calado, apesar de não raras vezes escutarmos “Nossa, de novo esse assunto? Já não está muito batido?”. A resposta é bem simples: não! Definitivamente não. Se ao contrário fosse, seria porque continuamos sendo assassinadas pelo simples fato de sermos mulheres.
Demoramos séculos para romper com os grilhões que ainda aprisionam muitas de nós no “lar”; na maternidade sem escolha — mas como destino —, com a qual não se negocia, dada sua inexorabilidade; do aceitar tudo calada para manter um casamento e a família; da boa moça comportada e recata, pois são as escolhidas para casar. Esse processo de desconstrução nos levou a romper com essa ideologia que nos oprime, humilha, subjuga e nos negou o nosso protagonismo no cenário da História. Desde que nos recusamos a esse papel socialmente determinado, temos pago um preço muito alto: a violência de todas as ordens tenta nos calar, deixa marcas em nossos corpos; os espancamentos; os estupros como demarcação de poder e a morte como demonstração de superioridade são diários e em ascendência.
Mas a luta pela liberdade ecoa em nosso corpo e mente. Somos muitas Marielles, Rosas, Simones, Margaridas, Fridas, enfim somos
herdeiras de um legado construído por milhões de mulheres que nos antecederam e ousaram reivindicar direitos iguais.
E o Serviço Social? O que tem a ver com isso? Tudo! Visto que temos como norteador de ações um projeto societário assumido pela categoria como um projeto ético-político profissional que tem o reconhecimento da liberdade como valor central, o compromisso com a autonomia, a emancipação e a plena expansão dos indivíduos sociais. Isso vinculado a um projeto societário que propõe a construção de uma nova ordem social que recusa toda e qualquer forma de arbítrio, que ouse defender a radicalização da democracia.
Este livro é sobre a prática profissional da/o Assistente Social e as possibilidades e dificuldades da materialização do projeto ético-político profissional, mas é também sobre mulheres, com as mulheres e para a defesa de mulheres.