A Trajetória de um Quinqui por ele mesmo

Ref: 978-65-5820-532-6

Observa-se que as narrativas contemporâneas, por meio das escritas de si, trazem à tona lembranças de personagens que relatam experiências de tempos que deixaram marcas no ser, sejam elas oriundas da infância ou de tempos considerados sombrios.


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ISBN: 978-65-5820-532-6


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 11/02/2021


Número de páginas: 121


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Ana Raquel de Sousa Lima.

2. Margareth Torres de Alencar Costa.

Observa-se que as narrativas contemporâneas, por meio das escritas de si, trazem à tona lembranças de personagens que relatam experiências de tempos que deixaram marcas no ser, sejam elas oriundas da infância ou de tempos considerados sombrios. Assentado nessas percepções, este livro se apresenta como mais uma possibilidade de o leitor re¬etir sobre a teoria autoficcional que se faz presente nos estudos literários contemporâneos. Essa teoria se apresenta nesta obra imbricada às reminiscências do protagonista da obra El Lute, Camina o Revienta, uma vez que esse expressa suas vivências em tempos de extremas violências orquestradas pelos algozes do período ditatorial espanhol – O Franquismo. Diante disso, o processo de reconstrução da memória, nas escritas de si, passa por um complexo momento discursivo, uma vez que as narrativas literárias contemporâneas expressam experiências que perpassam pela vida de um(a) escritor(a) por meio de um caráter referencial, embora não exclua o aspecto ficcional classicamente presente nelas. Sob essa ótica, este livro tem como mote apresentar um resultado de um estudo cientí co no âmbito da pós-graduação – mestrado, que foi realizado na Universidade Federal do Piauí (UFPI). O estudo partiu da leitura da obra El Lute, Camina o Revienta, de autoria do escritor espanhol Eleuterio Sánchez, que apresenta sua escrita em uma perspectiva memorialística. Nesse contexto, a percepção da expressão de um eu foi identificada logo no prólogo da obra por meio da ênfase dada pelo escritor sobre a necessidade de sua escrita literária, visto que ela traz à tona acontecimentos oriundos dos anos violentos do franquismo espanhol. Um ponto em destaque é o modo como se processa a linguagem literária, visto que a escrita está assentada em um limiar narrativo, referencial e ficcional, que se apresenta como uma das classes da “autofição”, que Manuel Alberca (2007) define como autoficção biográfica.