Palavra Sonhada: Efeitos de Sentido sobre a Língua que Caminha

Ref: 978-65-250-0265-1

Caminhar rumo à compreensão dos efeitos de sentido entre os interlocutores, ou seja, entre os discursos, é transitar entre a instabilidade e a possibilidade de rupturas, e é sob essa não estabilidade de sentidos que se desenvolve a obra Palavra sonhada: efeitos de sentido sobre a língua que caminha.


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ISBN: 978-65-250-0265-1


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 18/03/2021


Número de páginas: 181


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Alexandra Aparecida de Araújo Figueiredo.

Caminhar rumo à compreensão dos efeitos de sentido entre os interlocutores, ou seja, entre os discursos, é transitar entre a instabilidade e a possibilidade de rupturas, e é sob essa não estabilidade de sentidos que se desenvolve a obra Palavra sonhada: efeitos de sentido sobre a língua que caminha. Os discursos sobre o sujeito indígena sempre foram questões de intranquilidade social, sempre estiveram numa posição marginalizada, do mesmo modo, ao sujeito indígena sempre lhe foi negada a possibilidade de inscrição de sentido na ordem do discurso. Contudo, o caráter heterogêneo das Formações Discursivas que, mesmo determinando o que pode e deve ser dito, possibilita outros sentidos pela existência de suas brechas, as contradições irrompem e dessa forma, o sujeito (re)existe.
A historicidade que contempla esse sujeito mostra um processo de silenciamento que tenta cercear tanto os sentidos, quanto os sujeitos. Por isso, esta obra tem como tema os efeitos de sentido da e sobre a língua indígena e, por conseguinte, sobre o próprio sujeito, visto sua constituição de sujeito/língua/alma. Assim, esta obra apoia-se no escopo teórico da Análise de Discurso de base materialista, viso a compreender a memória, os silenciamentos, as formações imaginárias presentes e os efeitos de sentido materializados nos discursos do indígena Guarani, Kaiowá e Terena.
A materialidade discursiva que constitui as análises é composta por entrevistas realizadas com a comunidade indígena das aldeias do município de Dourados-MS. Essa comunidade enfrenta um sistema de confinamento e proximidade das aldeias com os centros urbanos e isso tem resultado em muitos desafios e embates. É a eterna busca pela imposição de sentidos e poder. A Formação Discursiva dominante tenta impor apenas um sentido ao sujeito e moldar os discursos que circulam e sua formação social, porém as brechas presentes em suas fronteiras tênues fazem com que outros sentidos possam escapar e reatualizar os dizeres. Assim, o sujeito/língua/alma, mesmo tendo seu guyrá (espírito) silenciado, caminha na busca de condições de produção que possibilitem alçar voos e permitam a circulação da boa palavra.