Biologia e Gênero na Escola: Um Diálogo Ainda Marcado por Reducionismo, Determinismo e Sexismo

Ref: 978-85-473-0288-7

O livro Biologia e gênero na escola: Um diálogo ainda marcado por reducionismo, determinismo e sexismo, de Francisco Andrade, surge num momento oportuno de nossa história, em que um pensamento conservador se opõe a discussões sobre gênero na escola. Ele mostra, de maneira clara e contundente, como questões de gênero devem estar presentes na formação de professores e no trabalho docente.


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ISBN: 978-85-473-0288-7


Edição: 1


Ano da edição: 2016


Data de publicação: 00/00/0000


Número de páginas: 277


Peso: 200 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Francisco Leal de Andrade.

O livro Biologia e gênero na escola: Um diálogo ainda marcado por reducionismo, determinismo e sexismo, de Francisco Andrade, surge num momento oportuno de nossa história, em que um pensamento conservador se opõe a discussões sobre gênero na escola. Ele mostra, de maneira clara e contundente, como questões de gênero devem estar presentes na formação de professores e no trabalho docente. Nossas representações sociais sobre gênero trazem as marcas de uma sociedade ainda profundamente sexista e, mais do que isso, elas se refletem nas representações de professores, como mostra o estudo empírico conduzido de modo competente por Francisco Andrade. Estudos como o que o presente livro nos apresenta são essenciais para que o Brasil avance na direção de uma das metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, elaborada pela ONU: a igualdade de gênero. Somos um país marcado por desigualdades de gênero: por exemplo, mulheres podem ganhar até 25,6% menos do que homens que fazem o mesmo trabalho e possuem a mesma formação. O livro de Francisco Andrade cumpre papel central na reflexão sobre esse tema da realidade nacional porque mostra, a partir de evidências sólidas, como estereótipos de gênero se insinuam nas representações sociais de professores e discute as raízes filosóficas do pensamento reducionista e determinista que embasa interpretações biológicas das diferenças entre gêneros. Critica uma visão determinista biológica incompatível com uma biologia que tem mostrado que não faz sentido perguntar se uma característica humana é produto da natureza ou da experiência sociocultural: a natureza atua através da cultura e a cultura, através da natureza. Hoje sabemos, por exemplo, que experiências sociais modificam padrões de expressão gênica através de mecanismos epigenéticos. A experiência modifica a biologia, esta modifica a experiência, que modifica a biologia, e assim por diante. Esta é a visão atual sobre como nós funcionamos como animais sociais, cognitiva e comportamentalmente complexos. Ela está muito distante de visões limitadas de nossa biologia e cultura, como a que toma diferenças de gênero como determinações biológicas. O livro Biologia e gênero na escola é uma espada de duplo gume, capaz de ferir mortalmente tanto visões limitadas de nossa biologia, quanto visões ultrapassadas em nossa política. Dificilmente uma obra poderia ser mais relevante no Brasil atual!