A Arte de Conhecer Antes de Plantar: Abordagem sobre Fitopatologias Urbanas em Ruas

Ref: 978-65-250-0295-8

Expliquei ao principezinho que os baobás não são arbustos, mas árvores grandes como igrejas. E que mesmo que ele levasse consigo toda manada de elefantes, eles não chegariam a destruir um único baobá. (O pequeno príncipe, Antonie Saint-Exupéry)


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ISBN: 978-65-250-0295-8


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 27/03/2021


Número de páginas: 203


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Matheus Maramaldo Andrade Silva.

Expliquei ao principezinho que os baobás não são arbustos, mas árvores grandes como igrejas. E que mesmo que ele levasse consigo toda manada de elefantes, eles não chegariam a destruir um único baobá.


(O pequeno príncipe, Antonie Saint-Exupéry)


Acho que todos somos como o principezinho antes de o piloto dar-lhe esse conselho. Talvez, a beleza das plantas seja sedutora como o canto da sereia e não façamos muita questão de pensar nas consequências do crescimento e da existência de uma muda apaixonante.


A verdade é que, nas cidades, o verde tem-se beneficiado não somente pelas criações de jardins públicos ou as casas de nossas avós, abarrotadas de vasos, mas por uma ascendente propaganda ligada ao que é “sustentável”. Nossas urbes buscam trazer novamente a natureza por conta dos altos níveis de estresse, de asfalto e de fuligem, sendo as plantas um ponto fundamental para esse reequilíbrio – não podemos negar que são fortes os argumentos.


Apesar da sua extrema necessidade na atualidade (desde sempre, na verdade), o pensar sobre o plantar tem sido tratado com certa negligência pelas pessoas, tanto órgãos públicos quanto os próprios habitantes, podendo trazer mais problemas do que soluções visto a falta de planejamento e de conhecimento de plantio (fitopatologias urbanas), principalmente nas ruas de nossas cidades.


Logo, este livro busca, de alguma forma, reforçar esse campo do conhecimento, que se apresenta como uma lacuna, buscando aprimorar as ferramentas de análise de forma menos restrita do que somente com parâmetros biológicos, aplicando também olhares paisagísticos e urbanísticos. Temos como foco as ruas das nossas cidades, mas não se preocupem, com um pouco de imaginação é possível se reportar a vários outros espaços urbanos – só escolhemos a rua porque, de uma maneira ou de outra, é o local da vivência das pessoas nas cidades, o espaço mais democrático, onde automóveis, bicicletas e pedestres fazem malabarismos entre o passar, o percorrer, o adentrar e o olhar.
Qual a relação da vegetação com as nossas ruas? Neste livro, por meio de perspectivas dos problemas de implantação e do conhecimento morfourbanístico das áreas, buscaremos apresentar ferramentas para que seja possível antever, projetar e alertar sobre o verde urbano, esperando que o leitor não corte muitas árvores, mas plante mais consciente.