Vozes de Professores em Formação: Processos Identitários Flagrados nas Representações de Ser e de Agir Docentes

Ref: 978-65-5820-858-7

A presente obra examina os processos de constituição identitária do sujeito futuro professor, a partir do agir representado em discursos de licenciandos, sob o viés das representações sociais que orientam o modo como veem e compreendem o trabalho do professor, bem como revelam as imagens construídas acerca do que é ser professor.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 49,00
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 978-65-5820-858-7


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 19/04/2021


Número de páginas: 139


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Gilda Maria Rodrigues Fonseca.

A presente obra examina os processos de constituição identitária do sujeito futuro professor, a partir do agir representado em discursos de licenciandos, sob o viés das representações sociais que orientam o modo como veem e compreendem o trabalho do professor, bem como revelam as imagens construídas acerca do que é ser professor. Para tanto, propus um estudo de caso pautado em procedimentos metodológicos de viés interpretativista e qualitativo, orientado por postulados sociointeracionistas, por meio dos expedientes relatórios de estágio e grupo focal. Ao arcabouço teórico-metodológico do ISD, articulo contribuições teóricas emanadas das teorias que tratam das representações sociais e dos estudos sobre os processos de constituição do sujeito e, ainda, busco orientações inscritas na teoria do trabalho, especialmente nos estudos da Clínica da Atividade. Os dados possibilitaram apreender e compreender a construção identitária dos sujeitos, professores em formação, por meio das representações de ser e agir docentes, orientadas para os modos como esses sujeitos significaram, projetaram e operaram as práticas de ensino e aprendizagem de língua portuguesa em sala de aula, que resultaram da compreensão de que o trabalho do professor encontra-se em uma rede múltipla de relações sociais existentes em um contexto sócio-histórico datado e inserido em um sistema educacional específico que possibilitou apreender traços da identidade profissional. No fio do discurso, vi entrever uma relação ora de inclusão ao grupo de pertença, constituída pela classe de professores, ora de exclusão do grupo, quando se remete a outros lugares enunciativos, como o de acadêmico. A constituição no coletivo de trabalho ocorreu quando o eu estagiário relata, por exemplo, as imposições do sistema ou a ênfase em um processo de ensino vinculado a conhecimentos teóricos em detrimento dos conhecimentos práticos. Quando se inclui no grupo, o futuro professor se investe do papel de universitário e trava-se um debate entre a didática tradicional versus as novas concepções de ensino e aprendizagem filiadas às práticas discursivas. Assim, entendo que as identificações que emanam das vozes responsáveis pela constituição do ser professor revelam um sujeito em constante processo de (trans)formação e sublinham a heterogeneidade constitutiva do ser.