Experiência e Moral: Pierre Bayle e o Ateísmo Virtuoso

Ref: 978-65-250-0204-0

Experiência e moral: Pierre Bayle e o ateísmo virtuoso mostra que o arsenal crítico de Bayle se traduz em uma investigação da superstição, uma interrogação sobre os supostos laços indissolúveis entre sociedade e religião, uma crítica ao inatismo da ideia de um deus em todos os homens, uma indagação sobre as bases da crença e uma reflexão sobre as práticas religiosas no decorrer da história e o valor da opinião coletiva.


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ISBN: 978-65-250-0204-0


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 16/04/2021


Número de páginas: 287


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Marcelo de Sant'anna Alves Primo.

Experiência e moral: Pierre Bayle e o ateísmo virtuoso mostra que o arsenal crítico de Bayle se traduz em uma investigação da superstição, uma interrogação sobre os supostos laços indissolúveis entre sociedade e religião, uma crítica ao inatismo da ideia de um deus em todos os homens, uma indagação sobre as bases da crença e uma reflexão sobre as práticas religiosas no decorrer da história e o valor da opinião coletiva. O medo de maus presságios proporcionado pela passagem de cometas foi mais um pretexto do que propriamente um motivo para Pierre Bayle redigir seus Pensées diverses sur la comète, uma vez que o filósofo atacará com firmeza toda sorte de superstições, bruxarias, adivinhações e presságios no decorrer da obra. Nesse sentido, de uma crítica contundente à superstição, o filósofo de Carla faz com que a questão do ateísmo entre realmente a sério no pensamento moderno, empreendendo a sua tarefa subterrânea de corrosão na esfera da religião e da transcendência. Nesse sentido, revisitar Bayle hoje é passar em revista a tradicional, porém contraditória, relação necessária entre os âmbitos do divino e do político. É tentar entender como é possível que retrógrados valores religiosos permaneçam tão efetivos – por meio da mídia, da política, nas universidades, não mais se restringindo ao seu próprio espaço, isto é, à igreja e às demais instituições religiosas – em questões de cunho eminentemente humano, concreto. Em suma, é refletir sobre as possibilidades de uma política mais depurada da influência dos céus, apercebendo-se de que os problemas políticos devem ser resolvidos pela própria política, deixando a religião onde ela sempre deveria estar, a saber, no foro íntimo de cada um.