Psicanálise, Criatividade e Depressão: Um Estudo sobre as Subjetividades na Cultura Neoliberal

Ref: 978-65-250-0462-4

No livro Psicanálise, criatividade e depressão: um estudo sobre as subjetividades na cultura neoliberal, Pedro Cattapan propõe que pensemos o neoliberalismo não a partir de suas teses e práticas econômicas, mas sim a partir de um estudo do tipo de subjetividades que se constituem dentro da lógica cultural do capitalismo flexível e da concepção do indivíduo como empresário de si mesmo. O autor sublinha como essa lógica ressignifica os termos criatividade e depressão ao formar um binômio que baliza as organizações subjetivas contemporâneas: “a saída da depressão se faz com criatividade... e a perda da criatividade gera depressão”.


Calcule o frete

Opções de entrega:

Versão impressa
R$ 64,00
ADICIONAR 
AO carrinho

ISBN: 978-65-250-0462-4


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 30/04/2021


Número de páginas: 259


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Pedro Cattapan.

No livro Psicanálise, criatividade e depressão: um estudo sobre as subjetividades na cultura neoliberal, Pedro Cattapan propõe que pensemos o neoliberalismo não a partir de suas teses e práticas econômicas, mas sim a partir de um estudo do tipo de subjetividades que se constituem dentro da lógica cultural do capitalismo flexível e da concepção do indivíduo como empresário de si mesmo. O autor sublinha como essa lógica ressignifica os termos criatividade e depressão ao formar um binômio que baliza as organizações subjetivas contemporâneas: “a saída da depressão se faz com criatividade... e a perda da criatividade gera depressão”.
Tal binômio passa a servir de critério de valor social na ordem neoliberal. A depressão é o grande mal. A criatividade – significada como flexibilidade diante da realidade – passa a ser buscada como proteção contra a primeira, representando, assim, a virtude do empresário de si.
A psicanálise, nessa situação, revelar-se-ia como um potente espaço de crítica a esse modo de subjetivação, permitindo ao sujeito se descolar desta captura perigosa: “Ou sou criativo ou não sou nada: deprimo”. Tendo em vista a estetização da existência construída em torno da elevação da criatividade a um ideal de vida a ser almejado por cada indivíduo, Cattapan sustenta a importância – para além da dimensão ética que sustenta a prática psicanalítica – de o psicanalista dar a devida atenção aos aspectos propriamente estéticos, seja das subjetividades, seja da própria prática psicanalítica no tratamento das subjetividades contemporâneas: somente por meio de uma modelagem estética de si se efetuaria alguma elaboração possível do binômio depressão-criatividade, perdedor-vencedor, que empobrece e, de fato, produz seu contrário: ele inviabiliza a experiência criativa. Duas possibilidades de transformação estética da experiência subjetiva são, por final, tratadas como recurso clínico importante na lida com o sofrimento da captura no binômio depressão-criatividade: as transformações das experiências do espaço e do tempo por parte do sujeito em análise; a primeira potencializaria um novo mapeamento de valores, a segunda, a experiência de um erotismo parcial, desligado do ideal.