Instantâneos da Fotografia Contemporânea

Ref: 978-65-250-0660-4

Se existe algo constante na fotografia contemporânea, é a sua permanente instabilidade. Defini-la como um todo compreensível é uma pretensão que esbarra na sua imensa diversidade de práticas, assuntos e abordagens. É possível, portanto, abordar esse grande horizonte fugindo das totalizações e, ao invés, abordando casos que acusem crises, rupturas, retomadas e ultrapassagens que se acumulam à própria historiografia da fotografia.


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ISBN: 978-65-250-0660-4


ISBN Digital: 978-65-250-0619-2


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 28/06/2021


Número de páginas: 189


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. José Afonso Júnior.

Se existe algo constante na fotografia contemporânea, é a sua permanente instabilidade. Defini-la como um todo compreensível é uma pretensão que esbarra na sua imensa diversidade de práticas, assuntos e abordagens. É possível, portanto, abordar esse grande horizonte fugindo das totalizações e, ao invés, abordando casos que acusem crises, rupturas, retomadas e ultrapassagens que se acumulam à própria historiografia da fotografia. A escolha desses casos permite concentrar problemas mais amplos da fotografia, como se cristalizassem a discussão, para que, em um momento subsequente, permitissem dilatar as interdependências, alimentar e aprofundar as questões embutidas.
Nascido de pesquisas realizadas nos últimos 10 anos, os textos deste livro acusam transições que ocorreram e ocorrem no percurso da fotografia. A análise dos problemas na nossa duração contemporânea dá espaço a perceber as relações como um jogo de vai e vem de referências, apropriações, retomadas, cortes e novas práticas sem precedentes. É um contemporâneo que, para a fotografia, elabora o campo de possibilidades e pressões que não se situa aprisionado no presente. Alternativamente, ele joga no presente com os repertórios diversos que questionam e trepidam as bases de como, e não somente o que, pensamos da fotografia.
Duas metáforas visuais orientam os textos. A apropriação da ideia do clique fotográfico, do instantâneo, que permite situar um pedaço de algo acontecido. É portanto, um fragmento incompleto, mas também amostra significativa do todo. A outra metáfora é o labirinto. Este, ao seu turno, reflete a miríade de caminhos possíveis. Alguns são explorados, outros abandonados, às vezes, há retornos. Alguns se bifurcam, se expandem e se entrecruzam. O caminho do labirinto, e o da fotografia têm esse aspecto em comum: são sempre incompletos, incertos, imprecisos. O estudo desse cenário, a partir das suas pistas, é o fio/método que liga esses instantâneos.