A Biopolítica no “Século” do Cérebro Educação, Aprimoramento Cognitivo e Produção de Capital Humano

Ref: 978-65-250-1681-8

A Biopolítica no “século” do cérebro: educação, aprimoramento cognitivo e produção de capital humano lança um olhar sobre os avanços das neurociências, principalmente a partir de 1990, e foca no discurso acadêmico e laboratorial que apregoa a equivalência entre o cérebro e o indivíduo. 


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ISBN: 978-65-250-1681-8


ISBN Digital: 978-65-250-1694-8


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 25/11/2021


Número de páginas: 199


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Adilson Luiz da Silva.

A Biopolítica no “século” do cérebro: educação, aprimoramento cognitivo e produção de capital humano lança um olhar sobre os avanços das neurociências, principalmente a partir de 1990, e foca no discurso acadêmico e laboratorial que apregoa a equivalência entre o cérebro e o indivíduo. Com o passar do tempo, em virtude das mídias, da preocupação com o sofrimento psíquico e a saúde mental, entre outros fatores — e ultrapassando seu espaço originalmente especializado —, esse discurso acabou por popularizar-se. Hoje, o cérebro tornou-se uma espécie de “ator social”, um ponto de referência para os processos de subjetivação e condução da vida; seu funcionamento é correlacionado a praticamente todos os aspectos humanos: moral, inteligência, humor, desempenho, eficiência, educação, entre outros. O objetivo deste trabalho é mostrar a inserção desse órgão na moderna lógica do homo oeconomicus e, paralelamente, sinalizar que o governo atual da vida está exigindo seu mapeamento e sua manipulação. Ao se apropriar de noções das neurociências cognitivas, como plasticidade e neuroquímica, a biopolítica contemporânea, e seu ideal de aperfeiçoamento do indivíduo-empresa, amplamente divulgado pela racionalidade neoliberal, encontra no cérebro um dispositivo de modelagem subjetiva e, fundamentando-se neste, desenvolve tecnologias de gestão do self. Dentre essas tecnologias, destaca-se o neuroaprimoramento farmacológico, a neuroascese e a neuroeducação, defendendo a tese de que o projeto contemporâneo de governamentalidade da vida ganhou contornos demasiadamente sutis, sendo realizado por meio da gestão dos fenômenos mentais, entendidos agora como o resultado de processos neurais. Governar ou resistir passa pelo registro do cérebro — seja no trabalho, seja nos lares ou na escola, os indivíduos são, agora, sujeitos cerebrais.