Práticas de Leitura em Conflito no Cotidiano Escolar

Ref: 978-65-250-0106-7

O que significa ler em nossa sociedade? Ou, mesmo, o que significa ser leitor? Qual o papel da escola na formação dessas ideias? Este livro coloca essas perguntas em evidência valendo-se de uma perspectiva cotidiana em que professoras e alunos do ensino médio são chamados a falar a respeito de como entendem a leitura de obras literárias e como tais entendimentos são colocados em jogo e interpretados pelas regras escolares.


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ISBN: 978-65-250-0106-7


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 08/12/2021


Número de páginas: 275


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Patrícia Aparecida do Amparo.

O que significa ler em nossa sociedade? Ou, mesmo, o que significa ser leitor? Qual o papel da escola na formação dessas ideias? Este livro coloca essas perguntas em evidência valendo-se de uma perspectiva cotidiana em que professoras e alunos do ensino médio são chamados a falar a respeito de como entendem a leitura de obras literárias e como tais entendimentos são colocados em jogo e interpretados pelas regras escolares. Por meio de seus posicionamentos, social e historicamente configurados, docentes e discentes corporificam os tensionamentos que a linguagem, sobretudo a literária, enfrenta na escola contemporânea com base em questionamentos que reverberam em temas como a transmissão cultural escolar e os sentidos atribuídos à escolarização por diferentes grupos sociais. Diante das classificações escolares, os estudantes e, até mesmo, as professoras se veem distanciados das expectativas da instituição, calcadas em práticas pedagógicas, escolhas curriculares e hierarquias culturais muito distantes das relações com a cultura aprendidas por eles em seus processos de socialização. Do ponto de vista docente, essa situação gera escolhas pedagógicas e posturas profissionais marcadas pela insegurança ou por tentativas de corresponder às representações docentes conformadas pelo ambiente escolar. Os discentes, sentindo-se distanciados da possibilidade de aproximação às expectativas escolares, uma vez que suas disposições culturais são invisíveis durante as aulas, constituem experiências de escolarização que parecem não ter sentido, o que gera sentimentos conflitantes em relação à escola. Ao inscrever suas discussões entre as pesquisas educacionais, esta obra objetiva debater, pela articulação entre educação e linguagem, os desafios atuais da escola no que se refere às relações com a cultura escrita.