Vocacional: Uma Aventura Humana?

Ref: 978-65-250-1976-5

Apenas um sinal de interrogação delimita a diferença de percepções acerca do ensino vocacional, por alunos – objeto do documentário de Toni Venturi (2011), Vocacional: uma aventura humana – e o livro, Vocacional: uma aventura humana?, por educadores.


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ISBN: 978-65-250-1976-5


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 14/12/2021


Número de páginas: 133


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Sandra Machado Lunardi Marques.

Apenas um sinal de interrogação delimita a diferença de percepções acerca do ensino vocacional, por alunos – objeto do documentário de Toni Venturi (2011), Vocacional: uma aventura humana – e o livro, Vocacional: uma aventura humana?, por educadores.
Para que adolescentes do Ginásio Estadual Vocacional “Oswaldo Aranha”, de São Paulo, predominantemente, realizassem sua leitura de mundo nos anos 1960, manifestando sensibilidade ao sofrimento do próximo (retirar espelhos do banheiro, após o acidente de uma aluna com ácido, na aula de Ciências), assim como participar das manifestações de rua ocorridas em várias cidades devido à morte do estudante Edson Luís, pela polícia; o companheirismo, a alegria e responsabilidade demostrados nos estudos do meio; a imagem de meninos passando roupa, costurando e aprendendo cuidados com os bebês, sinalizam uma educação pública de vanguarda, rigorosamente planejada por professores.
Ao invés do trabalho isolado, fragmentado em disciplinas, cuja constante era o uso de aulas expositivas, avaliadas por provas e exames, além do apego a uma relação hierárquica entre professores e alunos, o Vocacional introduziu o trabalho interdisciplinar.
Muitos professores não se adaptaram às novas condições E às novas práticas pedagógicas.
Educar-se com o grupo de iguais, autoavaliar-se, avaliar os colegas e ser avaliado por eles foram aprendizagens comuns a professores e alunos do ensino Vocacional. O que era espontâneo no comportamento destes, em várias situações, resultava de um processo intencional de emancipação intelectual de professores e alunos.
Ensinar/aprender a partir de um currículo em círculos concêntricos implicava abrir-se à música, ao cinema, ao teatro, à literatura, às artes plásticas e industriais e à leitura cotidiana de jornais. Em suma: a ampliar o horizonte de conhecimentos dos educadores, educandos e suas famílias uma vez que estas não se limitavam a possibilitar condições materiais para os estudos, mas eram informadas com antecedência sobre o conteúdo de cada bimestre e convidadas a assistir sua síntese, bem como a dos estudos do meio.
Via de regra, as chamadas Escolas Novas delimitam sua ação educativa na relação professor-aluno e com o grupo de iguais (crianças, adolescentes). O Vocacional foi além, trazendo os pais para a sala de aula, atribuindo-lhes responsabilidades que incluíam a luta por sua expansão e sobrevivência.
Fatores externos, como o Golpe Militar de 1964, as críticas de integrantes da Secretaria da Educação, e internos, associados ao personalismo da coordenadora (“Vocacionilde”) tornaram-se recorrentes até sua extinção, em 1970.
Vocacional: uma aventura humana? é uma leitura indispensável para se compreender as relações de apropriação as de fontes teóricas.