Alfabetização: Práticas e Memórias

Ref: 978-65-250-1128-8

O desafio deste estudo foi construir, a partir das práticas vivenciadas por algumas alfabetizadoras, a História da Alfabetização no Grupo Escolar Bom Jesus, no período de 1955 a 1971.


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ISBN: 978-65-250-1128-8


Edição:


Ano da edição: 2021


Data de publicação: 09/12/2021


Número de páginas: 153


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Michelle Castro Lima.

O desafio deste estudo foi construir, a partir das práticas vivenciadas por algumas alfabetizadoras, a História da Alfabetização no Grupo Escolar Bom Jesus, no período de 1955 a 1971. Com isso, pudemos identificar algumas questões relevantes das práticas dessas alfabetizadoras. O processo de alfabetização infantil seguia os moldes ditados pelo Programa de Ensino Primário Elementar de Minas Gerais e foram analisadas as cartilhas O Livro de Lili, As Mais Belas Histórias (Os Três Porquinhos) e Caminho Suave, que foram mencionadas pelas alfabetizadoras por todo o período deste estudo. Porém, ao analisarmos suas práticas, a partir das entrevistas realizadas, identificamos que se pregava a utilização do método Global, mas poucas alfabetizadoras realmente conseguiam alfabetizar com esse método. A cartilha Caminho Suave esteve presente por todo o período do estudo, sendo utilizada para alfabetizar aqueles alunos que não conseguiam acompanhar o método Global. Segundo as alfabetizadoras entrevistadas, para trabalhar com esse método o aluno tinha que ser dedicado, caso contrário, ele não conseguia aprender. Utilizamos como aporte teórico a Nova História Cultural, que traz novas possibilidades de pesquisa e de fontes. Desse modo, a história oral é fundamental para a realização deste estudo, pois é a partir das vozes das próprias alfabetizadoras que construímos a história da alfabetização no Grupo Escolar Bom Jesus. Buscamos identificar quem foram essas alfabetizadoras, para entender quais as representações e apropriações realizadas por elas naquele período, e tentamos construir uma parte da história da alfabetização em Uberlândia. Por fim, compreendemos que as professoras, ao longo de suas vidas, foram se constituindo como alfabetizadoras. Os resultados revelam que as práticas são carregadas de valores e representações que essas profissionais construíram e constroem ao longo do exercício do magistério primário. Assim, suas práticas vão além das normas determinadas pela direção da escola e pelos órgãos responsáveis pela educação em Minas Gerais.