A Bahia Não Sai de Mim: Diáspora, Migração e Xenofobia no Sul do Brasil

Ref: 978-65-250-2107-2

O livro tem por objetivo conhecer as narrativas de baianos e baianas que migraram para Santa Catarina, especificamente para a região da Grande Florianópolis, com a intenção de responder às seguintes perguntas: por que migraram para o Sul do país? Como vivem na cidade e de que forma são acolhidos pelo estado receptor? Assim, faço uma comparação entre as capitais atlânticas Salvador e Florianópolis, traçando uma breve contextualização da população negra nesses locais. Apresento um debate acerca dos aspectos diaspóricos que envolvem as migrações internas no Brasil, contextualizando- os em diálogo com a questão da identidade e as práticas da colonialidade, visando mostrar as formas de organização e circulação dos baianos em diferentes espaços de mobilidade na Grande Florianópolis, como o bairro Bela Vista, em São José, que foi denominado pelos interlocutores como uma segunda Bahia, que pode ser vista e percebida.


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ISBN: 978-65-250-2107-2


Edição:


Ano da edição: 2022


Data de publicação: 08/03/2022


Número de páginas: 181


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 16 cm


Comprimento: 23 cm


Altura: 2 cm


1. Tatiane Silva Cerqueira Santos.

O livro tem por objetivo conhecer as narrativas de baianos e baianas que migraram para Santa Catarina, especificamente para a região da Grande Florianópolis, com a intenção de responder às seguintes perguntas: por que migraram para o Sul do país? Como vivem na cidade e de que forma são acolhidos pelo estado receptor? Assim, faço uma comparação entre as capitais atlânticas Salvador e Florianópolis, traçando uma breve contextualização da população negra nesses locais. Apresento um debate acerca dos aspectos diaspóricos que envolvem as migrações internas no Brasil, contextualizando- os em diálogo com a questão da identidade e as práticas da colonialidade, visando mostrar as formas de organização e circulação dos baianos em diferentes espaços de mobilidade na Grande Florianópolis, como o bairro Bela Vista, em São José, que foi denominado pelos interlocutores como uma segunda Bahia, que pode ser vista e percebida. A partir das construções e dos encontros dos baianos por meio da religiosidade, das comidas típicas baianas e suas relações com a vizinhança, uma experiência etnográfica de ver, sobretudo de perceber uma segunda Bahia no sul do país, me aproximou das vivências diaspóricas dos trabalhadores e trabalhadoras migrantes na Grande Florianópolis. Procuro vincular a minha escritura ao conceito de escrevivência, da escritora Conceição Evaristo, para me aproximar e entender como eles e elas vivem diariamente as questões de hostilidades em Florianópolis, como racismo, xenofobia e violência institucional, em um contexto em que encontramos um movimento que reforça a separação entre o Sul e o Nordeste, entre os de baixo e os de cima.