Mulher aonde Vais? Convém

Ref: 978-65-250-1954-3

Ter a possibilidade de ler Mulher, aonde vais? Convém? é ter o privilégio de ser tomada(o) pela mão para incursionar pelos labirintos femininos, lugares esses onde se pode enxergar a mulher não somente em suas performances historicamente determinadas, mas também em tantas outras que ainda podem ser e têm ficado à deriva. Nesse andar, em que a experiente pesquisadora desvela contradições e acomodações do ser feminino, a mulher poderá se reconhecer nas imagens construídas por e com palavras, pois há inteligência no transformar as duras hipóteses e constatações de suas anteriores pesquisas em delicadas, mas não menos provocadoras reflexões.


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ISBN: 978-65-250-1954-3


Edição:


Ano da edição: 2022


Data de publicação: 25/03/2022


Número de páginas: 173


Encadernação: Brochura


Peso: 300 gramas


Largura: 14.8 cm


Comprimento: 21 cm


Altura: 2 cm


1. Maria Alice Schuch.

Ter a possibilidade de ler Mulher, aonde vais? Convém? é ter o privilégio de ser tomada(o) pela mão para incursionar pelos labirintos femininos, lugares esses onde se pode enxergar a mulher não somente em suas performances historicamente determinadas, mas também em tantas outras que ainda podem ser e têm ficado à deriva. Nesse andar, em que a experiente pesquisadora desvela contradições e acomodações do ser feminino, a mulher poderá se reconhecer nas imagens construídas por e com palavras, pois há inteligência no transformar as duras hipóteses e constatações de suas anteriores pesquisas em delicadas, mas não menos provocadoras reflexões.
Como não se encantar com os textos de Maria Alice Schuch em seu perfil de escritora, a trazer, em desdobramentos de seu nome, a bagagem histórica e cultural que delineia e engessa nosso lugar? Em Maria, mulher-senhora, todas as mulheres, destinadas ao exercício de um papel, familiar, maternal, social, em andar suave e em previsível e responsável pensar; em Alice, mulher-menina, igualmente a todas as mulheres, mas instadas ao movimento do não limite, da liberdade de ser, de criar, em qualquer que seja seu mundo. Do encontro das duas, uma narradora que, ao usar uma primeira pessoa, singular, e falar de si, faz com que ressoe, em espelho, esse “eu” e nele nos reconheçamos; ao usar o nós, faz com que estejamos juntas, a falar uma mesma língua. Tudo isso, ainda, em prosa e em verso permeados de metáforas e de citações que, por sua vez, nos instigam a outras leituras, bem como entre belas reproduções de pinturas clássi-cas, as quais nos remetem, num primeiro momento, à individual cena, que nos sensibiliza, mas logo depois, à universal condição, que nos une.
Aceite o convite para aventurar-se nesta obra que, dividida em sete partes, oferece-nos páginas de inspiração para voltarmo-nos a pensar no nosso próprio projeto, pois, como afirma a autora, nesta obra, “a muitas mulheres é dado o dom, mas poucas conhecem a lógica do dom”. É preciso, portanto, lançar-se a isso, pois “quando alguém anda na direção correta, está bem, é feliz, torna-se luz. Quanto mais claridade, melhor para si e para o conjunto” (p. 132).